Missa no Texacão: onde a fé estacionou pra tomar um mate
Mas bah, tchê! A 25ª Festa da Benção das Sementes de São Cristóvão começou com uma missa campeira mais concorrida que rodeio em final de semana. Lá no Posto Texacão, os viventes se reuniram feito roda de chimarrão, mas era a fé que circulava entre os presentes. Motoristas de todos os cantos, famílias inteiras e devotos mais firmes que esteio de galpão se juntaram pra erguer preces ao santo que guarda quem toca os quatro ferros pelas estradas do nosso Rio Grande e além fronteira.
Cortejo que fez tremer o chão da cidade
Terminada a reza, começou um espetáculo mais bonito que entardecer na campanha: a tradicional carreata saiu roncando os motores e espalhando devoção. Caminhões mais imponentes que tauras de rodeio, carrinhos pequenos mas valentes como potrilhos, ônibus carregando esperança e vans abarrotadas de fé formaram um cortejo que serpenteou pelas ruas como água no arroio. As buzinas soavam mais alto que berros de tropeada, enquanto a imagem do santo ia na dianteira, abençoando cada esquina por onde passava. Os motoristas, com os olhos mais brilhantes que estrelas em noite de geada, pediam proteção nas estradas e bênçãos para que a safra vindoura seja mais farta que campo após chuva boa.
Os terços nos retrovisores e a fé no coração
Um caminhoneiro curtido pelo sol, com o terço dependurado no retrovisor mais reluzente que prataria de bombacha domingueira, abriu o coração: ‘É emocionante ver tanta gente unida, não importa o lugar. São Cristóvão sempre nos acompanha nas estradas da vida’. Palavras simples, mas mais profundas que raízes de umbu centenário. A fé gaúcha tem disso – não precisa de floreios, é direta como um tiro de laço. A carreata seguiu seu rumo, deixando no ar um rastro de devoção mais duradouro que marca de bota em barro molhado, mostrando que nosso povo pode ser rude na aparência, mas tem coração mais macio que pelego bem cardado.
A celebração, que começou dia 27 e encerrou neste 3 de agosto, foi organizada pela Paróquia Nossa Senhora da Conceição Aparecida lá do bairro Santos Dumont. Mais que uma simples festa religiosa, este evento mostrou que Alegrete mantém vivas suas tradições de fé, unindo as rodas dos veículos às rodas da vida comunitária. São Cristóvão segue protegendo nossa gente nas estradas, assim como nas encruzilhadas da vida que todos enfrentamos em nossa querência.
Compartilha esse causo com aquele compadre caminhoneiro que não larga o terço do retrovisor nem quando cruza fronteira! Que São Cristóvão proteja ele e todos os gaudérios que tocam o pé na estrada!









