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O ÚLTIMO CLAMOR: Pai de Eduarda DESABAFA após perder filha com 127 facadas em Alegrete

Em relato emocionado, pai revela a luta frustrada para salvar a prenda de 21 anos das garras da violência que assola nosso pago





Buenas, vivente: um pai quebrado pelo destino

Mas bah, tchê! A dor estampada na face enrugada de Eduardo Domingues dos Santos, 63 anos, é mais profunda que arroio em tempo de enchente. Com a voz mais trêmula que bandeira em dia de minuano, o pai de Eduarda dos Santos quebrou o silêncio pela primeira vez desde que a filha de 21 anos foi brutalmente assassinada com 127 facadas no último 31 de julho, em nosso Alegrete. O coração desse homem, que há tempos já enfrenta o desafio da deficiência visual, agora sangra por um ferimento que nenhuma medicina cura: ‘Cheguei tarde. Estava tudo preparado, e ela morreu um dia antes. Eu não consegui salvá-la’, desabafou enquanto tentava, em vão, segurar as lágrimas que insistiam em cair como chuva em campo seco.

Entre o amor e a prisão: o laço que virou corda

A história começa como tantas outras nas querências alegretenses: Eduarda conheceu Lucas Padilha quando tinha apenas 14 anos, durante uma visita à mãe. O que parecia ser um namoro de gurizada logo se transformou numa relação mais apertada que bombacha nova. ‘No começo, eu fui contra. Mas ela se envolveu emocionalmente de um jeito que eu não consegui mais tirar ela disso. Ela passou a viver em função dele’, relatou Eduardo, revelando como o relacionamento virou uma prisão mais sufocante que galpão fechado em dia de verão. Os três filhos do casal foram retirados do convívio deles por conta do uso de drogas, e mesmo assim, a jovem não conseguia se afastar do companheiro. ‘A ligação emocional era forte e, com o tempo, ficou clara a dependência dela por ele. Isso era mais que um namoro, era uma relação de submissão’, contou o pai, mais amargurado que mate sem açúcar.

O alarme que ninguém ouviu

Mais triste que cavalo sem dono é ouvir que a tragédia poderia ter sido evitada. Eduardo planejava buscar a filha em Alegrete justamente no dia 1º de agosto, mas o destino, esse bagual xucro, não esperou: Eduarda foi assassinada um dia antes. ‘Isso é um tapa na cara da sociedade alegretense. Minha filha foi vista ferida muitas vezes. Muita gente sabia o que ela vivia. Mas não houve resposta. E agora ela está morta, com essa crueldade’, desabafou o pai, revelando que Eduarda chegou a enviar um vídeo querendo ir morar com ele em Rio Pardo. O homem que, mesmo com limitações visuais, criou três filhas, agora se debate com o sentimento de ter falhado, embora tenha feito tudo o que estava ao seu alcance. Lucas Padilha, 22 anos, principal suspeito e companheiro da jovem, foi preso três dias após o crime no Passo Novo, onde ainda tentou investir contra um policial com uma faca antes de ser contido.

O luto de Eduardo é também o luto de Alegrete, que viu mais uma filha de sua terra ter a vida ceifada pela violência. As irmãs de Eduarda, Rosaria de 18 e Civana de 16 anos, ficaram em Rio Pardo, emocionalmente devastadas – a mais nova já sonha em se tornar policial ‘para fazer justiça’. Enquanto a investigação avança com testemunhas sendo ouvidas e laudos sendo preparados pelo Instituto-Geral de Perícias, fica no ar a pergunta que Eduardo faz à nossa comunidade: quantas mais Eduardas precisarão ser silenciadas antes que nossa querência acorde para a urgência de proteger nossas prendas? Como disse o pai, com a sabedoria de quem conhece a dor: ‘Agora é tarde para a Eduarda. Mas pode não ser tarde para outras. A sociedade precisa agir antes que aconteça de novo’.

Compartilha esse causo com aquele vivente que ainda pensa que violência contra mulher é ‘problema de casal’! Quem cala diante do que vê, amanhã pode chorar pelo que não fez.

Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/morte-de-eduarda-foi-um-tapa-na-cara-da-populacao-de-alegrete-diz-pai-de-jovem-recentemente-assassinada/


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