Da caneta à marreta: o despertar do gigante adormecido
Buenas, vivente! Pois não é que o velho casarão do Oswaldo Aranha finalmente vai receber um trato? Desde o último sábado (2), o prédio da escola estadual, aquele que fica na Avenida Freiras Valle, se transformou num entrevero de operários e materiais. Mais movimentado que rodeio em fim de semana, o local que antes ecoava com a algazarra da gurizada, agora ressoa com o barulho de ferramentas e o tropel dos trabalhadores da Empresa Santa Fé, que venceu a licitação. Os corredores que testemunharam gerações de alegretenses em formação agora estão vazios de alunos, mas cheios de esperança pra nossa querência.
Do quadro-negro ao andaime: a metamorfose de um patrimônio
A transformação tá mais completa que troca de pelego novo! As salas de aula, que por anos viram a passagem de tantos guris e prendas, agora servem de palco para uma obra mais esperada que chuva em tempo de estiagem. Os mais de 3 milhões de reais serão investidos na recuperação dos pisos já gastos de tanto passo de estudante, no telhado que já viu mais sol que chapéu de campeiro, nas paredes que guardam histórias como baú de vó e na estrutura elétrica do prédio quase centenário. A gurizada não ficou à deriva, não! Foram todos acomodados no prédio novo ou em salas especialmente preparadas no Ginásio da Escola, como conta a diretora Ana Leonor, mais organizada que capataz em dia de marcação.
De volta às raízes: um tesouro além das paredes
E olha só que beleza, tchê! Enquanto o martelo trabalha de um lado, do outro a cultura também ganha força. As bibliotecárias da SEDAC chegaram pra catalogar as obras do acervo pessoal de Oswaldo Aranha, figura mais importante pra nossa história que arreio pra cavalo em lida campeira. ‘Iniciamos a semana só com coisas boas, com as obras e, também, a presença das bibliotecárias. A nossa escola é um patrimônio da cidade e do RS’, destacou a diretora, com mais orgulho que pai em formatura de filho. Os agradecimentos foram direcionados ao Governador Gabriel de Souza, que estava em exercício, ao titular Eduardo Leite, à SEDUC e SEDAC pela atenção que o casarão finalmente recebeu, depois de anos pedindo socorro como gado em banhado.
Essa restauração vai muito além de tijolos e telhas novas – é a preservação da alma alegretense encarnada naquelas paredes quase centenárias. O Oswaldo Aranha não é só uma escola, é um marco da nossa identidade, um pedaço vivo da história que formou gerações de conterrâneos. Quando as obras terminarem, o velho casarão vai brilhar de novo, firme como guacho recém-nascido, pronto pra seguir formando os gaúchos e gaúchas que vão continuar escrevendo a história do nosso pago.
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