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CAPATAZ ASSUME as RÉDEAS: CTG Aconchego dos Caranchos em nova tropeada

Em Alegrete, tradição não para! Primeiro Capataz Artur Lopes assume interinamente o CTG cinquentenário enquanto o patrão Neuro Tito Quirino se recupera





Tomando a frente da invernada

Buenas, vivente! O cenário é aquele que ninguém quer, mas a vida de vez em quando nos obriga a trocar os arreios no meio da travessia. Lá no Aconchego dos Caranchos, mais tradicional que cuia de mate antigo, o primeiro capataz Artur Nascimento Lopes precisou assumir as rédeas do CTG, depois que o Conselho Fiscal e a patronagem se reuniram para decidir os rumos da entidade. O motivo? A saúde do atual patrão, Neuro Tito Quirino, que anda precisando se cuidar mais que potro em dia de doma. Mesmo com a mudança de comando, a tradição segue firme como esteio de galpão – os caranchos já garantiram presença na cavalgada da Chama Crioula e no Desfile de 20 de setembro, mas, por respeito à situação, nem festividades nem baile vão acontecer neste momento.

O chamado para uma nova tropeada

Como bom campeiro que sabe a hora certa de recolher o gado, o capataz Artur já antecipou que em outubro vai soltar o edital pra escolher a nova patronagem. ‘É importante que os sócios se inteirem desse momento importante para o CTG. Também vamos ver como ficam os que estão com mensalidades atrasadas para que possam acertar uma parte e participar da escolha’, anunciou ele, mais preocupado que guaipeca cuidando do rebanho. E não parou por aí, tchê! Arthur bateu o martelo sobre a importância de ter mais de uma chapa se inscrevendo pro pleito: ‘Visto a importância histórica e cultural do Aconchego dos Caranchos em Alegrete – entidade com mais de meio século de atividades’, ressaltou com o peito estufado de orgulho, como quem veste a pilcha mais bonita da cidade.

Das costaneiras aos tijolos: meio século de tradição

Ah, mas essa história tem mais causos que roda de galpão em noite de inverno! Quem conta é Ana Claudia Safons, que relembra com os olhos marejados como tudo começou lá em setembro de 1973, quando a família Safons, mais apaixonada pela cultura gaúcha que peão por cavalo crioulo, começou as tratativas para fundar o CTG. ‘Foi algo feito com a alma, estampando os mais nobres sentimentos pela tradição e amor à cultura gaúcha’, atesta com a voz embargada. O primeiro rancho, lá na rua João Cezimbra Jaques, era simples, feito de costaneira – mais rústico que china velha. Só bem mais tarde veio a construção de alvenaria que hoje abriga tantas histórias. Ana Claudia ainda fez questão de mencionar: ‘Nossa família tem uma amizade há tempos com a família do atual patrão e estamos orando e pedindo pela saúde’, disse, mostrando que o espírito de compadrio segue mais forte que nó de laço bem dado.

Enquanto o Aconchego dos Caranchos completa seus 51 anos de existência, a entidade que começou na casa da família Safons se transformou num verdadeiro marco do tradicionalismo alegretense. Agora, sob o comando temporário do capataz Artur, o CTG se prepara para um novo capítulo, sem esquecer suas raízes mais profundas. Como dizem os antigos: tradição não é cultuar as cinzas, mas manter o fogo aceso – e isso os Caranchos fazem com maestria há mais de meio século, mantendo viva a chama da cultura gaúcha em nossa querência.

Compartilha esse causo com aquele amigo tradicionalista que não perde um evento no CTG e anda preocupado com os rumos do Aconchego dos Caranchos!

Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/primeiro-capataz-assume-interinamente-o-ctg-aconchego-dos-caranchos/


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