Da várzea do Ibirapuitã para os quatro cantos do mundo
Buenas, vivente! Quem disse que o alegretense tá só onde o vento faz a curva? Mais espalhado que semente de capim-annoni, os filhos deste Baita Chão andam tropeando em terras estrangeiras, cada um com seu causo e sua lida. Uma investigação feita a partir de relatos, comunidades nas redes sociais e até informações consulares desenhou o mapa desse êxodo gaúcho que tem destino certo mas coração repartido. Cinco destinos principais recebem esses campeiros urbanos que, mesmo longe da querência, não largam a bombacha nem o chimarrão.
De buenas no estrangeiro: os cinco destinos que viram rincão de alegretense
Mas bah, tchê! Portugal tá liderando essa invernada de alegretenses! Com a língua mais conhecida que bolicho de campanha e papelada mais fácil que encilhar cavalo manso, a terra dos bacalhaus recebe nosso povo principalmente em Lisboa, Setúbal e Porto. Os guris e prendas de Alegrete têm se destacado na saúde, turismo e educação, mais firmes que estaca em banhado.
Nos Estados Unidos, é a Flórida e Massachusetts que viram rincão de alegretense. Começam na construção, mais trabalhadores que formigueiro em véspera de chuva, e depois vão se aprimorando. É o caso do Diego Amaral, que chegou lavando pratos mais rápido que cusco em dia de carneada, e hoje tem seu próprio food truck de comida brasileira em Boston, mais gaúcho que rodeio em CTG.
Já na Alemanha, os viventes de Alegrete andam por Berlim e Munique, em áreas como engenharia e tecnologia, tipo o Bruno Müller, que trabalha com energia renovável mais inovador que gaiteiro inventando vanera. Na Irlanda, a gurizada estuda inglês e trabalha em cafeterias e mercados de Dublin, como os publicitários Paula e André Gomes, que hoje labutam em empresas digitais, mais conectados que antena de celular em topo de coxilha.
E para quem prefere ficar mais perto do pago, o Uruguai segue como opção certeira. Rivera e Montevidéu abrigam gente como a professora Lúcia Martins, que foi para ficar perto da filha e hoje dá aulas particulares, repassando conhecimento como quem passa o mate numa roda de amigos.
Levando o pago no coração: como a tradição persiste além-mar
Tchê, mesmo longe dos pagos, esses alegretenses estão mais ligados na terra natal que raiz de umbu em barranca! Acompanham notícias diárias, preparam carreteiro mais saboroso que churrasco de domingo, e não largam o mate nem por decreto. A Mariana Silveira, enfermeira que atravessou o oceano para trabalhar em Lisboa, mantém o chimarrão mais presente na rotina que relógio em pulso de campeiro.
Os filhos nascidos no exterior aprendem a dizer ‘bah’ e ‘tchê’ antes mesmo do idioma local, conhecem Teixeirinha e Gaúcho da Fronteira como se tivessem nascido ouvindo, e alguns até já sabem que Alegrete é onde o vento faz a curva, mesmo sem nunca terem sentido a brisa do Ibirapuitã no rosto.
Mesmo abrindo empresas, estudando em universidades de ponta ou cuidando de pacientes em hospitais europeus, esses alegretenses carregam a essência missioneira na alma. Não é à toa que muitos organizaram grupos de conterrâneos, mais unidos que tropa em dia de temporal, para manter viva a chama da tradição mesmo sob céus estrangeiros.
Esses alegretenses mostram que nossa gente é como o vento minuano: não conhece fronteiras, mas sempre volta para casa. Seja em Portugal, Estados Unidos, Alemanha, Irlanda ou Uruguai, os filhos deste Baita Chão carregam nas veias o sangue da fronteira e no peito o orgulho de uma terra que não se mede por tamanho, mas pela grandeza de sua gente. Como bem disse um deles: ‘Posso morar longe, mas Alegrete é onde mora meu coração’. E não há distância que apague essa marca, nem tempo que diminua esse sentimento. Nossos conterrâneos seguem fazendo história mundo afora, mas com as raízes bem fincadas no solo vermelho que os viu nascer.
Compartilha esse causo com aquele alegretense que está longe do pago mas não larga o chimarrão nem por decreto! Que a saudade aperte menos quando ele vir que não está sozinho nessa travessia!
Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/alegretenses-pelo-mundo-por-que-partiram-o-que-fazem-aonde-estao/







