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LAÇOS DE SANGUE E CORAÇÃO: Alegretense se torna SUPER PAI aos ‘pés de tapera’ da Serra Gaúcha

Num causo mais bonito que entardecer na Barragem do Caverá, Jorge Luis e Maristela transformaram a criação dos três netos numa história de paternidade que faz qualquer gaudério chorar no mate





Do Pampa para a Serra: O Chamado da Paternidade

Buenas, vivente! Nesse Dia dos Pais que se avizinha mais ligeiro que cavalo em cancha reta, a querência alegretense se enche de orgulho com um causo que merece ser contado de galpão em galpão. Lá pelos pagos de 2003, quando o vento minuano ainda soprava as histórias dos antigos, o casal Jorge Luis Silveira Lima e Maristela Ferreira Lima, mais firmes que esteio de galpão com seus já 39 anos de parceria na vida, se viram diante duma encruzilhada que mudaria o rumo de suas vidas. A filha do casal, ainda uma guriazinha de espírito inquieto como potrilho novo, não tinha condições de criar o pequeno Ryan. Foi quando os dois alegretenses, com o coração mais largo que campo em dia de céu limpo, abriram as porteiras do lar.

Três Redomões pra Domar com Amor

Mas bah, tchê! A história não parou por aí! Depois do Ryan Ferreira Lima chegar ao rancho familiar, não demorou mais que um trotear de cavalo manso para Luiz Gabriel e a prenda Vitória Ferreira Lima também virem compor a família lá nos altos da Serra Gaúcha, em Bento Gonçalves, onde o casal havia se bandeado. Jorge e Maristela eram mais trabalhadores que formiga em dia de colheita. Saíam cedito, às 6 da manhã, pra labutar numa fábrica de móveis, enquanto os três gurizinhos ficavam com uma cuidadora. Eram tempos de aperreio e sacrifício, mas como diz o ditado campeiro: ‘Quem planta afeto, colhe amor em qualquer estação’. E foi assim que aqueles três pequenos foram crescendo, vendo no Jorge não apenas um avô, mas um pai mais presente que estrela-d’alva em noite de lua nova.

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O Legado de um Homem de Palavra

A peleia diária não era fácil, tchê! Mas Jorge Luis era homem mais teimoso que cusco defendendo porteira. Com a mesma mão que assinava o ponto na fábrica, ele empunhava a responsabilidade de criar três vidas. Os guris e a menina foram crescendo e vendo naquele homem simples do pampa um exemplo mais forte que invernada bem cercada. O que começou como um gesto de socorro virou uma história de paternidade mais bonita que amanhecer na fronteira oeste. Hoje, os três filhos de criação e sangue são adultos de caráter firme como cepa de guajuvira, carregando a educação e os valores que só um verdadeiro pai poderia ensinar. ‘Um feliz Dia dos Pais a todos e que o sentimento paterno, de amizade e companheirismo estejam em todos os lares do Rio Grande’, destacou Jorge, com aquela simplicidade típica de quem fez muito, mas fala pouco.

Enquanto muitos comemoram o Dia dos Pais com presentes e churrasco, a história da família Lima nos ensina que paternidade vai além do sangue, chegando até onde o coração permite. Em Alegrete e por toda a Fronteira Oeste, causos como esse reforçam nossos valores mais preciosos: família, compromisso e coragem para enfrentar os campos mais difíceis da vida. Jorge Luis e Maristela são prova de que, na querência alegretense, criamos filhos para o mundo com a mesma dedicação que cuidamos do nosso pago.

Compartilha esse causo com aquele pai de verdade que, mesmo sem laço de sangue, virou o esteio da família! A história dos Lima merece correr mais ligeiro que água no Ibirapuitã!

Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/a-familia-lima-tem-um-grande-pai-um-super-pai/


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