Do violão à gaita, um baita rodeio musical
Buenas, vivente! Lá se vão nove janeiros desde que a Musical Ibaldo fincou bandeira no nosso querido Alegrete, mais firme que estaca em campo de rodeio! A escola que começou como uma prenda miúda, hoje é uma invernada de sons e acordes onde a gurizada e os viventes de qualquer idade podem campear seu talento em mais instrumentos que dedos tem um gaiteiro: violão, piano, teclado, bateria, gaita, guitarra, baixo, violino, canto, instrumentos de sopro e até percussão geral. O diferencial dessa tropa musical? Uma metodologia mais personalizada que bombacha sob medida, respeitando o tempo e o jeito de cada um trotar pelos caminhos da música. De piazitos a vovôs, todos encontram um cantinho mais aconchegante que roda de mate em dia de inverno, com estrutura moderna que nem casa nova em dia de fandango.
A orquestra que rege o futuro dos gaudérios
A diretora-geral, Joseane Ibaldo, tem a música correndo nas veias mais que água em sanga cheia. Nas palavras dela mesma: ‘Acreditamos que a música é uma ferramenta poderosa de expressão, disciplina e autoestima. Ver nossos alunos evoluírem e se apaixonarem por essa arte é a nossa maior recompensa.’ E não é que a prenda está certa? Mas o que faz a Musical Ibaldo ser mais especial que churrasco em domingo de sol são os eventos que organiza, botando os alunos pra mostrarem o valor no palco, como potro que aprende a galopar! Agora em agosto, dois grandes entreveros culturais: dia 22, a gurizada abre o show do baita Dante Ramon Ledesma, lá no CTG Farroupilha; e dia 28, no Clube Casino, o ‘Melodias de Inverno’ vai reunir uns 50 guris e gurias, de 1 a 12 anos, num espetáculo mais bonito que pôr do sol na fronteira!
Um galpão de saberes que faz Alegrete inteiro vibrar
Com um time de 10 professores e 3 diretores, a Musical Ibaldo reúne uma tropa mais preparada que cavalo de patrão. O diretor musical Stanley Oliveira, homem de lida fina na arte dos sons, ensina que ‘Aprender música pode — e deve — ser divertido. Mas isso não significa falta de seriedade. O segredo está em unir o lúdico ao compromisso com o aprendizado e o desenvolvimento.’ Pura verdade, tchê! A professora e musicoterapeuta Luana Braun, também neuropsicopedagoga, ajuda a alinhar o ensino como quem ajusta as cordas de uma boa viola. Atualmente, a casa de música abriga mais de 150 alunos e ainda mantém projetos sociais como o Ritmos da Sabedoria, lá no Lar São Vicente de Paulo, levando melodia pra quem mais precisa, como água fresca em verão rigoroso. Num prédio de 200 metros quadrados, mais organizado que galpão em véspera de rodeio, a escola tem 6 salas de aula equipadas, um pequeno anfiteatro e até uma loja de acessórios e instrumentos, pra ninguém ficar na mão na hora de dar corda ao talento!
À beira de completar uma década de história, a Musical Ibaldo não só ensina notas musicais, mas compõe uma sinfonia de transformação em nossa querência. Como um bom chimarrão que passa de mão em mão, a escola espalha cultura, autoconfiança e disciplina pelo nosso Alegrete. Que os próximos anos sejam de melodias ainda mais fortes, levando o nome da nossa terra para além das fronteiras através do talento que nasce aqui mesmo, na esquina da Visconde de Tamandaré com a Barão do Cerro Largo, onde a música fala a língua do gaúcho.
Compartilha esse causo com aquele compadre que sempre quis aprender um instrumento mas anda mais enrolado que laço em dia de ventania! Quem sabe agora ele se anima, tchê!









