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CAVALGADAS GAÚCHAS: A ALMA do Rio Grande em CADA TRANCO de cavalo

Da Fronteira Oeste ao Litoral, os cascos seguem riscando nossa história - Alegrete mantém viva essa tradição que é mais forte que palanque em chão firme





Tropeiros de ontem, cavaleiros de hoje

Buenas, vivente! Se tem uma coisa que faz o coração gaúcho bater mais forte que tambor em fandango é ver uma coluna de cavaleiros cortando o horizonte dos pampas. Aqui no Rio Grande, montar a cavalo nunca foi só um jeito de se deslocar – é um ato de fé, um documento de identidade mais valioso que qualquer carteira. Dos tempos antigos dos tropeiros, que tropeavam o gado por léguas e mais léguas, até as cavalgadas organizadas pelos CTGs de hoje, o que não muda é o brilho nos olhos de quem segue esta tradição. É como dizem os mais antigos: ‘Gaúcho sem cavalo é como cuia sem mate – perde o sentido de existir’. E nas terras de Alegrete, isso é mais verdade que o sol nascendo nas coxilhas.

Os grandes roteiros que cortam nosso pago

Mas tchê, não é qualquer tropeada que vira lenda! A Cavalgada do Mar, criada em 1984, transformou o Litoral Norte num verdadeiro desfile de tradição, com cavaleiros percorrendo 127 quilômetros de Cidreira a Torres, com o balanço das ondas marcando o compasso. Já a Cavalgada Cultural da Costa Doce serpenteia as margens da Lagoa dos Patos, misturando história e beleza natural num roteiro que deixaria até gringo boquiaberto. E o que dizer dos Cavaleiros da Paz? Lá na fronteira com o Uruguai, especialmente em Sant’Ana do Livramento, os bagual cruzam estâncias e locais históricos, provando que a tradição campeira não respeita nem fronteira internacional. Sem falar nas travessias que refazem os caminhos tropeiros, como a épica jornada do Chuí à Vacaria – 50 dias cruzando o estado, mais demorado que cusco escolhendo lugar pra se deitar!

A Chama que ilumina nosso orgulho

Se existe uma cavalgada que faz o Rio Grande inteiro se levantar da cadeira mais rápido que gato em lata de brasa, é a da Chama Crioula. A cada mês de agosto, o fogo sagrado é aceso e se espalha como notícia boa pelas 30 Regiões Tradicionalistas. Os cavaleiros, mais decididos que gaudério em dia de rodeio, partem levando aquela centelha que representa nossa alma, nossa história e nosso orgulho. E aqui na 4ª Região Tradicionalista, onde Alegrete se aninha como um cusco fiel, a jornada pode durar até 30 dias! Quando a chama chega na cidade, a gurizada das escolas, os CTGs e todo vivente de bombacha ou vestido de prenda se aglomeram nas ruas. É de arrepiar os pelos do braço ver aquela chama entrando na cidade, como se trouxesse um pedacinho do coração de cada gaúcho que já pisou neste chão.

Em tempos de vida corrida, mais agitada que rodeio em final de prova, as cavalgadas seguem firmes e fortes em nosso estado. De Alegrete ao resto do Rio Grande, jovens, famílias e comunidades inteiras mantêm viva essa tradição que é, antes de tudo, um ato de resistência cultural. Porque cavalgar por estas terras é mais que um passeio – é reviver histórias, fortalecer laços e mostrar que, na Fronteira Oeste ou em qualquer canto deste pago, ser gaúcho é carregar o campo dentro do peito, mesmo quando o asfalto tenta cobrir nossas raízes.

Compartilha esse causo com aquele amigo gaudério que tem mais orgulho das tradições gaúchas que bombacha nova em domingo de rodeio!

Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/pat-tradicao-as-grandes-cavalgadas-do-rio-grande/


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