Roda de chimarrão do conhecimento
Buenas, minha gente! Lá na Escola Estadual Oswaldo Dornelles, a gurizada teve um encontro mais valioso que um bom churrasco em domingo de família. Os alunos participaram de uma prosa especial sobre Direitos Humanos, num bate-papo conduzido pela professora Cristiane Viana da Silva, que chegou trazendo sabedoria mais abundante que água em vertente de serra. A chinoca não veio pra brincadeira e fez a moçada entender, com uma palestra interativa e cheia de vida, o que são esses tais direitos que cada vivente carrega desde que abre os olhos neste mundo – sejam eles da cidade, do campo, de qualquer religião ou do jeito que Deus os fez.
Da história antiga aos heróis de bombacha e alpargata
Mas bah, tchê! A professora Cristiane galopou pela história que nem cavalo em campo aberto, mostrando como esses direitos nasceram das lutas mais brabas que este mundo já viu. A gurizada ficou mais atenta que cusco cuidando porteira quando ouviram falar dos tropeiros da justiça como Nelson Mandela, que enfrentou a injustiça mais firme que palanque em chão de pedra; Martin Luther King Jr., que sonhava com igualdade; a guria Malala, mais corajosa que domador em rodeio; nosso Chico Mendes defendendo os matos; e a Marielle Franco, que lutava pelos direitos dos viventes mais esquecidos deste Brasil. Os alunos, mais caprichados que tropa em desfile, apresentaram biografias desses baguais da história, mostrando que o ativismo é uma força mais poderosa que enchente de janeiro.
Do pago pra todo o mundo – a luta que não pode parar
A conversa foi longe, tchê! A moçada descobriu que existem órgãos nacionais e internacionais trabalhando que nem formiga em dia de colheita pra garantir que ninguém fique pra trás. Aprenderam que cada um de nós tem mais responsabilidade que capataz em estância grande, seja pelo engajamento social ou pela solidariedade com o próximo. No final das contas, houve uma leitura da Declaração Universal dos Direitos Humanos que deixou a gauchada mais comovida que gaudério ouvindo ‘Querência Amada’. Os guris e as prendas participaram da leitura junto com os professores, num momento que vai ficar guardado no coração, como mateada em tarde de outono.
A escola, como nos ensinou a professora Cristiane, é mais que um lugar de aprender a ler e escrever – é onde se aprende a ser gente de verdade. É ali que a gurizada entende que todos nascem livres e iguais, com o mesmo direito de viver com dignidade. Em nossa querência alegretense, ver a Escola Oswaldo Dornelles semeando esses valores é motivo de orgulho maior que ver o entardecer nos campos do pampa. Quando a gurizada compreende seus direitos e responsabilidades, o futuro da nossa terra fica mais garantido que promessa de gaudério.
Compartilha esse causo com aquele professor que acredita que educação vai muito além dos livros! A gurizada de Alegrete tá mostrando que direitos humanos se aprende desde cedo, tchê!









