Quando o tempo galopeia antes da hora
Buenas, meu povo! Que tristeza mais grande que pouso sem mate, a notícia que chega ao nosso pago. Uma prenda jovem, dessas que iluminam a sala de aula como sol de primavera, se foi cedo demais. Raissa Antunes, uma guria de apenas 15 anos, que residia lá nas bandas do bairro Saint Pastous, seguiu viagem pro céu depois de pelear a vida inteira contra um problema no coração. Mais guerreira que cusco defendendo seu terreiro, a jovem fazia tratamento desde que abriu os olhos pra esse mundo, conforme contou a diretora da Escola Waldemar Borges, Cássia Aurélio.
Rastro de luz que marca a invernada
A guria não era de arriar as guaiacas, não! Mesmo com a saúde frágil que nem vidro em dia de ventania, Raissa participava de tudo na escola, se misturava com a gurizada e fazia amizade mais fácil que chimarrão em roda de domingo. Os professores contam que ela tinha um brilho especial, desses que ficam na memória mais tempo que marca de espora em couro novo. Nas redes sociais, a notícia se espalhou ligeiro que vento minuano, com mensagens de conforto pra família e lembranças de quem teve o privilégio de cruzar o caminho dessa jovem campeira.
O último adeus na querência
As últimas homenagens pra nossa prenda estão acontecendo na Funerária Angelos, lá na Avenida Saudade – nome que nunca fez tanto sentido quanto agora. O sepultamento, momento de entregar essa flor ao jardim do céu, acontece nesta quinta-feira (28), quando o relógio marcar 9 horas da manhã, no cemitério público municipal. Como diz o velho ditado campeiro: ‘As flores mais lindas são as primeiras que Deus colhe pro seu jardim’. E assim, nossa Raissa, mais florida que campo em setembro, vai deixar uma marca maior que rastro de enchente no coração de toda a comunidade da Escola Waldemar Borges.
A partida de Raissa é daquelas que deixa a cidade inteira com nó na garganta, mais apertado que gravata em dia de formatura. Quando a morte galopa sobre a juventude, todo Alegrete sente a dor como se fosse de um só coração. E nessa hora, como bons gaúchos que somos, nos unimos igual tropa em travessia de rio cheio – um ajudando o outro a seguir em frente, mesmo com a marca da saudade tão funda quanto pegada de boi em banhado.
Compartilha essa notícia com aquela prenda ou peão de coração grande, e mande uma prece pela família que agora enfrenta a dor mais difícil que geada em plantação nova!









