Buenas, pra quem guarda a tradição no peito!
Mas bah, tchê! Ali, onde o Rio Grande se encontra consigo mesmo e com suas fronteiras, a chama da tradição foi repartida como quem reparte um churrasco entre compadres – em gesto mais solidário que abraço em dia de frio. Os Cavaleiros do Alegrete, esses campeiros de fibra, não andam se gabando como protagonistas dessa lida. Qual nada! Se colocaram como testemunhas silenciosas, mais discretas que cusco dormindo em dia de chuva, acompanhando a distribuição da centelha crioula aos municípios da 4ª Região Tradicionalista. Cada batida de casco no chão batido da querência não foi apenas tropel – foi um compasso que marca o ritmo da nossa memória coletiva, bueno?
A centelha que conta histórias e aquece almas
Esse fogo que nossos Cavaleiros carregam não é qualquer brasinha, vivente! É mais importante que a primeira água pro mate da manhã! Representa a resistência cultural de um povo teimoso, mais firme que esteio de galpão antigo. Essa chama fala de valores que nem o minuano mais brabo consegue apagar: hospitalidade de porta sempre aberta, coragem de quem enfrenta o inverno sem reclamar, solidariedade mais natural que pingo d’água correndo pro rio, fé no trabalho como quem confia na terra pra plantar, e amor ao pago que sustenta nossa vida desde que o mundo é mundo. Os Cavaleiros trotam por aí, orgulhosos como quem carrega não só uma tocha, mas toda a alma do Rio Grande no lombo dos seus matungos.
Um fogo que é de todos nós
Anota aí na agenda, gaudério: no próximo dia 13 de setembro, a Praça Getúlio Vargas vai virar palco de um momento mais bonito que entardecer no pampa! As entidades tradicionalistas vão se reunir e a chama será repartida num gesto coletivo, envolvendo toda a comunidade alegretense. Sem dono, sem frescura, sem invenção – apenas o sentimento puro de pertencimento, como roda de galpão onde todos têm vez. A centelha que hoje brilha nas mãos calejadas dos nossos Cavaleiros vai se espalhar mais ligeiro que notícia boa: iluminará galpões, acenderá fogões de chão, aquecerá rodas de chimarrão e inspirará versos de trovadores. É a tradição viva, respirando e pulsando, mais ativa que formigueiro em dia de faxina!
Entre o som dos cascos marcando o chão da nossa terra e o tremular das bandeiras ao vento minuano, não são apenas homens que desfilam – é o espírito alegretense que se ergue, mais imponente que o Cerro do Caverá no horizonte. Os Cavaleiros do Alegrete, esses guascas de alma generosa, seguem sua jornada com a simplicidade de quem sabe que carrega um tesouro: a centelha de um povo que não se apaga, mesmo quando o tempo insiste em mudar tudo ao redor. E assim Alegrete segue mostrando que tradição não é peça de museu, mas coração que bate forte no peito da Fronteira Oeste!
Compartilha esse causo com aquele amigo gaudério que sempre diz que a tradição tá se perdendo! Mostra pra ele que aqui no nosso Alegrete, a chama segue mais viva que brasa em noite de inverno!
Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/cavaleiros-do-alegrete-mantem-viva-a-chama-da-tradicao/









