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De CASCO e CORAÇÃO: Alegretense ENFRENTA 700KM em lombo de cavalo para buscar a CHAMA CRIOULA

Dos pampas às serras, nosso conterrâneo Adalberto Lima mostrou a fibra do gaúcho autêntico numa jornada que faria até o velho Teixeirinha tirar o chapéu





Buenas, tchê! O chamado da tradição

Mas bah, tchê! Quando o assunto é amor às tradições, o alegretense Adalberto Lima é mais dedicado que cusco cuidando do galpão. O nosso conterrâneo botou os arreios no cavalo e se mandou numa jornada de 25 dias, cruzando mais de 700 quilômetros desde a Serra até a Fronteira, com destino ao marco das Três Divisas. Não era qualquer tropear por aí: o vivente carregava consigo a responsabilidade de conduzir a Chama Crioula, esse fogo sagrado que ilumina a alma e o orgulho de todo o Rio Grande.

De lida braba e cascos doloridos

O gaudério, que já tem uns 20 anos de estrada nessa missão da Chama, confessou que essa foi uma das cavalgadas mais difíceis que enfrentou em sua vida. ‘Foi uma das cavalgadas mais difíceis que já enfrentei. O terreno era bastante íngreme, com pouca estabilidade. Tinha muito asfalto e pouca estrada de chão’, revelou o alegretense, com a sinceridade de quem conhece o sacrifício melhor que garraio conhece porteira. O lombo do asfalto, mais duro que coração de sogra, exigiu preparo redobrado tanto dos cavalos quanto dos cavalarianos. E não pense que foi passeio, tchê! A jornada começou lá no dia 17 de agosto, quando os primeiros raios de sol ainda se espreguiçavam sobre os campos, e só terminou na quarta-feira, 11 de setembro, quando a centelha finalmente chegou ao seu destino.

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Reconhecimento à altura do ginete

Lá no Parque da Uva, onde tradicionalistas de todo o estado se reuniram para receber a centelha, nosso representante do Baita Chão não passou despercebido. Mais orgulhoso que galo em terreiro novo, Adalberto recebeu um certificado das próprias mãos da diretora da 4ª Região Tradicionalista, Ilva Goulart, em reconhecimento à sua bravura e ao zelo pelas tradições gaúchas. Foi um momento de emocionar até peão que se diz de cara fechada. A honraria veio merecida como água fresca depois de jornada comprida, confirmando o que todo alegretense já sabe: nosso povo tem a fibra mais resistente que tentos de guasca boa!

A Chama Crioula, que agora iluminará os galpões, escolas e praças do nosso Alegrete durante as celebrações farroupilhas, veio conduzida por mãos que conhecem o peso da tradição. Cada quilômetro percorrido por Adalberto e seus parceiros representa não apenas uma jornada geográfica, mas uma travessia cultural que mantém acesa a identidade do povo gaúcho. Em tempos onde as tradições enfrentam ventos contrários mais fortes que minuano de agosto, é nos lombo desses cavalos e na coragem desses homens que nossa história segue galopando, firme como esteio de galpão bem fincado.

Compartilha esse causo com aquele amigo que diz que gaúcho não aguenta mais que dois dias de cavalgada! Mostra pra ele o que é fibra de verdade, tchê!

Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/da-serra-a-fronteira-adalberto-e-parceiros-percorreram-mais-de-700-km-ate-as-tres-divisas/


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