O Trote dos Guardiões da Tradição
Buenas, vivente! Num trote mais firme que cavalo em dia de festa, a Chama Crioula finalmente chegou à nossa terra! A centelha, que nasceu lá nas bandas de Caxias do Sul, percorreu caminhos e campos numa jornada de mais de 700 quilômetros até nossa Fronteira Oeste, numa cavalgada que nem os antigos farrapos fariam com tanta garra. O batalhão de tradicionalistas – entre patrões de bombacha aprumada, peões de olhar atento, prendas de sorriso largo, famílias inteiras e até a gurizada pequena – formou um cortejo mais bonito que entardecer em campo aberto, anunciando que os Festejos Farroupilhas estão oficialmente começando em nosso Alegrete.
A Travessia que Mantém Viva a Chama da Tradição
Mas tchê, não pense que foi tarefa simples! Com a coordenação mais precisa que laço em tiro de laçador experiente, o tradicionalista Adalberto Lima guiou essa tropa especial pelos caminhos do sul. No dia 11, num momento mais solene que reza em CTG antigo, a chama foi distribuída no Marco das Três Divisas para os municípios da 4ª Região Tradicionalista. Depois disso, a comitiva descansou – cavalos e cavaleiros – no Polo dos Pinheiros, pra retomar a marcha cedinho, lá pelas 8 horas da manhã deste sábado, rumando pro coração da cidade. O trajeto foi mais planejado que cardápio de churrasco de domingo: desfilou pelas avenidas Marechal Rondon e Assis Brasil, seguindo pela rua Vasco Alves até a chegada triunfal na Praça Getúlio Vargas, onde uma multidão mais ansiosa que cachorro esperando dono aguardava para celebrar.
A Centelha que Acende o Orgulho Gaúcho
O prefeito Jesse Trindade, com sorriso mais largo que campo sem cerca, garantiu que nem mesmo o tempo incerto iria atrapalhar esse momento sagrado pra cultura gaúcha: ‘As condições climáticas permitem a realização do evento’, disse ele, desejando bons festejos pra toda comunidade com aquela hospitalidade típica do povo da fronteira. Já o coordenador municipal dos Festejos, Cléo Trindade, destacou com a voz embargada de emoção: ‘A chegada da chama marca o início das comemorações no município’. E não é pra menos! Essa centelha que cruza o Rio Grande é mais que fogo – é símbolo vivo da resistência farroupilha, da fibra de um povo que, como dizia o velho ditado campeiro: ‘pode até dobrar com o vento, mas quebrar jamais!’
A Chama Crioula não é apenas um fogo que ilumina nossos galpões durante os festejos – é a própria alma do Rio Grande acesa em cada peito gaúcho. Quando esses cavalarianos percorrem centenas de quilômetros para trazer essa centelha até Alegrete, estão refazendo muito mais que um caminho: estão renovando o pacto com nossas raízes, com nosso passado de luta e com um futuro que preserva o que temos de mais precioso – nossa identidade. Para os alegretenses, receber essa chama é como renovar o compromisso com a história que corre nas veias de cada um de nós, da serra à fronteira, unindo o Rio Grande numa só tradição.
Compartilha esse causo com aquele amigo gaudério que sempre diz que ‘tradição não se negocia’! A Chama Crioula chegou, e com ela, toda a emoção dos Festejos Farroupilhas!
Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/chama-crioula-e-recebida-em-alegrete-com-cavalgada-nesta-manha/









