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PROMESSA CUMPRIDA: Patroa do Tradição CAVALGA 35 km para levar a Chama Crioula ao CTG

Nas terras do Rincão de São Miguel, a galopeada mantém viva a alma campeira de Alegrete, a terra mais gaúcha do Rio Grande





A Prenda que Honra a Palavra

Buenas, vivente! Mais firme que estaca em banhado duro, a patroa Uellen cumpre pelo segundo ano seguido a promessa que fez ao assumir o CTG Tradição do Rio Grande. Desde 2024, esta prenda de fibra tem mostrado que palavra de gaúcho é mais sagrada que mate recém-cerado em roda de amigos. Enquanto muitos preferem a modernidade veloz dos motores, ela segue à moda antiga, honrando os costumes que fizeram de Alegrete a cidade mais gaúcha do Rio Grande. ‘Temos que honrar como se deve a nossa tradição’, disse a patroa, com aquela convicção mais forte que tranco de porteira em dia de temporal.

A Jornada que Virou Causo

A cavalgada começou a trotar na tarde do dia 13 de setembro, quando o relógio marcava 13h30, e o sol ainda batia forte no lombo dos cavalos. Não era qualquer comitiva – era a patroa Uellen, sua filha Rulielly de apenas 10 janeiros, e o parceiro da comunidade Jeferson Diniz, carregando o símbolo sagrado da nossa cultura: a Chama Crioula. Mais de 25 quilômetros foram vencidos naquele dia, com os cascos marcando o chão e o orgulho marcando os corações. Quando o sol começou a se bandear pro horizonte, por volta das 17h30, a pequena tropa parou para dar descanso aos animais e repor as energias. Na alvorada seguinte, com o chimarrão ainda quente nas cuias, encararam mais 10 quilômetros até a chegada triunfal na sede do CTG, onde a comunidade aguardava ansiosa como guri em véspera de rodeio.

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O Brilho da Tradição no Olhar

— Eu disse, quando assumi, que a Chama viria a patas de cavalos, porque nos outros anos sempre vinha de carro — declarou Uellen, com os olhos mais brilhantes que estrela em noite de inverno. A emoção na voz da patroa era palpável como o couro de uma boa guaiaca. ‘Nada mais justo que ela chegue cavalgando até o nosso rincão’, completou, sabendo que estava não apenas transportando uma chama, mas mantendo acesa a própria essência do ser gaúcho. A pequena Rulielly, com seus 10 anos, já aprende cedo que tradição não é coisa que se guarda em baú – é algo que se vive no tranco do cavalo e no suor do rosto, dia após dia, légua após légua.

Em tempos onde o moderno muitas vezes atropela o tradicional, a patroa Uellen, sua filha Rulielly e o parceiro Jeferson mostram que em Alegrete ainda se faz as coisas como os antigos ensinaram. Não é apenas uma cavalgada de 35 quilômetros – é um testemunho vivo de que, na cidade mais gaúcha do Rio Grande, a chama da tradição segue ardendo como braseiro em noite fria. No CTG Tradição do Rio Grande, no Rincão de São Miguel, a comunidade não apenas celebra os festejos, mas reafirma sua identidade e seus valores a cada batida de casco no chão.

Compartilha esse causo com aquele amigo gaudério que vive dizendo que as tradições estão se perdendo – pra mostrar que em Alegrete, o espírito campeiro cavalga firme!

Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/quem-e-a-patroa-do-tradicao-do-rio-grande-que-levou-a-chama-ate-o-ctg-no-rincao-de-sao-miguel/


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