Um Cusco de Quatro Patas e Alma de Guerreiro
Mas bah, tchê! Se tu me contasse que aquele baio que resistiu em cima de um telhado de zinco durante as enchentes ia cruzar nossos pagos no 20 de setembro, eu ia dizer que era causo de gaudério! Mas aconteceu mesmo, vivente! O Caramelo, aquele que ficou mais famoso que rodeio em domingo de sol, pisou em solo alegretense na tarde da última sexta (19) e se transformou numa das principais atrações do Desfile Farroupilha. Mais imponente que patrão em dia de festa, esse cavalo crioulo de 490kg chegou trazendo consigo não apenas sua história, mas um pedaço da memória que marcou cada rincão do Rio Grande em 2024.
Cavalo de Honra, Não de Montaria
A gurizada que veio acompanhando o Caramelo deixou bem claro: o baio não recebe montaria, desfilando apenas como símbolo de respeito à sua integridade. Imagina só, o animal ficou hospedado que nem autoridade no Quartel da Brigada Militar na Avenida Pedreiras! Marcelo Ermel, gerente de comunicação da Ulbra Canoas, contou pra reportagem que depois de participar da Chegada da Chama Crioula em Porto Alegre e desfilar entre os campeões da Expointer, esse foi o primeiro desfile do Caramelo num 20 de setembro. E que lugar melhor que a terra do Maneco Pereira para essa estreia? O tratador Roque, que cuida do bicho com mais zelo que avó com neto pequeno, acompanha o dia a dia desse símbolo de resistência no hospital veterinário da universidade.
Do Telhado de Zinco para a História Gaúcha
A história desse bagual tem mais reviravoltas que trama de novela! Depois do histórico resgate durante as enchentes, apareceram mais pretendentes que em baile de prenda bonita – 11 donos surgiram do nada! Mas era mais visível que chuva em janeiro que o bicho tinha sido abandonado. Por isso, após um ano e quatro meses, a Ulbra recebeu o termo de adoção do município, tudo dentro da lei, como manda o figurino. A cena daquele cavalo em cima do telhado correu o mundo mais ligeiro que notícia ruim, transformando o Caramelo em ícone da resistência, da esperança e da solidariedade que uniu voluntários e autoridades durante a tragédia. E pela primeira vez, neste 20 de Setembro, data que celebra a bravura do povo gaúcho, Alegrete teve a honra de receber essa lenda viva. Mesmo com o tempo mais chorão que guri contrariado, o alegretense se emocionou ao ver de perto esse pedaço da nossa história recente.
O Caramelo não é só um cavalo – é um monumento vivo da força do povo gaúcho. Sua presença em Alegrete representa mais que uma simples participação no desfile; simboliza a união de todos os gaúchos na superação das adversidades. Enquanto os cascos desse baio batiam no chão da nossa cidade, cada alegretense sentiu o eco daquela resistência que comoveu o mundo. Na terra onde a tradição é levada a sério, receber esse símbolo de superação foi uma honra que ficará marcada na memória coletiva do nosso povo.
Compartilha esse causo com aquele amigo gaudério que se emocionou vendo o Caramelo em cima do telhado durante as enchentes! Essa história de resistência merece correr os quatro cantos do pago!









