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O GURI DO PASSO NOVO que virou REI DA TESOURA: Vasco Vasconcellos, o alegretense que faz TERNO para os FAMOSOS do Brasil

Buenas! Da terra onde o vento faz a curva, saiu um campeiro que trocou o laço pela agulha e hoje veste os maiores figurões da capital. Em 2025, o filho ilustre do Passo Novo volta pra sua querência pra mostrar que bagual da fronteira também sabe costurar!





Das bombachas ao terno italiano: a tropeirada de um gaudério rumo ao sucesso

Mas bah, tchê! Essa é daquelas histórias que a gente conta na roda de mate e os viventes ficam de queixo mais caído que porteira em dia de temporal! O guri Vasco Vasconcellos, cria legítima do Passo Novo, aquele lugarzinho abençoado de Alegrete onde o sol nasce mais faceiro, transformou agulha e linha em vara de condão. Foi ali, onde o minuano sopra forte, que nosso conterrâneo moldou seu caráter antes de ganhar o mundo. Em 2025, pela primeira vez, o homem que faz terno pra figurão aceitou o convite pra desfilar em sua própria querência, mostrando que raiz gaúcha não se perde nem com todo glamour das capitais. Ao lado da prenda Carla, sua companheira, os dois desfilaram elegância na Chegada da Chama, justamente no 20 de Setembro, num dia em que o céu lavou de chuva e orgulho a alma do casal.

Da Brooksfield à Itália: o pulo do gato de um vivente determinado

Pois o guri era mais teimoso que mula em descida de coxilha! Depois de servir o Exército, como tanto guri da fronteira, foi vender terno numa loja de shopping. Mas quem conhece gaúcho sabe que não nascemos pra ficar parado – e logo o vivente virou gerente! Foi ali, mexendo com agulha e linha pra ajustar as roupas dos clientes, que o dom aflorou, mais forte que inundação do Ibirapuitã. A verdade é que a semente já estava plantada: cresceu vendo a mãe e a avó costurando, mesmo que na época preferisse as brincadeiras de guri, como deve ser. O destino, porém, é mais teimoso que cusco em dia de carneada! Foi lá pelos anos 2000 que a vida o levou ao Rio de Janeiro, e os italianos – os papa-figa da alfaiataria mundial – é que abriram os olhos do rapaz da fronteira para o que seria sua paixão. ‘Por volta de 2000, 2001, fui convidado para trabalhar em uma loja no Rio. Na época, trouxeram os italianos para ensinar, e aí percebi o quão apaixonante era fazer um terno sob medida’, conta Vasco, com aquele brilho nos olhos que só gaudério realizado tem.

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Da Europa para o Brasil: o alegretense que veste os famosos

Em 2011, o guri do Passo Novo já não era mais guri – era homem feito e decidido a abrir seu próprio negócio. Mas antes, fez o que todo bom aprendiz faz: foi beber na fonte! Bandeiou-se pra Itália, Londres e Bélgica, estudo mais sério que estudante em véspera de prova. De lá mesmo, já atendia clientes brasileiros, mandando as peças pelo correio, com a qualidade que levava seu nome. A fama correu mais ligeiro que notícia ruim! Logo abriu loja em São Paulo, depois em Brasília, onde ‘é a capital que mais usa terno’, como ele mesmo diz. E olha só que cevador de marca maior: Faustão, Miguel Falabella, Antônio Fagundes e Beto Pacheco são apenas alguns dos figurões que vestem as criações do alegretense. ‘São homens famosos pelo que fazem e pelo legado que têm deixado’, entrega o gaudério, sem perder a humildade típica da fronteira. Com os sócios – a esposa Carla Vasconcellos e os amigos Sergio Luizetto e Guillermo Tizon – Vasco comanda um império de elegância, mas com as mãos firmes em cada detalhe: ‘Eu sei exatamente tudo do início ao fim do que acontece dentro da empresa’, conta, com aquela firmeza de quem sabe o que faz, mais certo que relógio de estação.

Do Passo Novo para o mundo, Vasco Vasconcellos carrega consigo a fibra do homem da fronteira – determinado como quem enfrenta geada sem reclamar, perfeccionista como tropeiro que conhece cada palmo da estrada. Sua história nos mostra que o talento alegretense não tem fronteiras, e que as mãos calejadas pela lida do campo podem, sim, criar obras de arte que vestem os grandes nomes do país. Quando retornou para desfilar em sua terra, Vasco não voltou apenas como celebridade, mas como filho que honra suas raízes e inspira os guris e gurias da nossa querência a sonharem grande, sem nunca esquecerem de onde vieram. Isso, tchê, é o que chamamos de sucesso à moda gaúcha!

Compartilha esse causo com aquele guri de Alegrete que saiu pra ganhar o mundo! Quem sabe ele não se inspira nesse conterrâneo que trocou as bombachas pelo terno e virou referência nacional?

Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/vasco-vasconcellos-o-alegretense-que-se-tornou-celebridade-no-mundo-da-moda-e-desfilou-em-sua-terra-natal/


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