Um gaudério de farda e coração campeiro
Buenas, vivente! Aquele que comanda não esquece seu pago, e o Coronel Lopes da Cruz provou isso mais ligeiro que vento minuano. Depois de dois anos à frente do 6º RCB, o militar que comandou os 746 homens da cavalaria blindada lá na Colina dos Masgraus encerrou sua missão no fim de 2023, mas segue com Alegrete mais presente no peito que tala em bombacha de campeiro. Agora, na capital federal, o homem que vestiu a farda com orgulho alegretense reuniu a indiada para uma confraternização no Clube do Exército, onde o ‘Baita Chão’ foi lembrado com a mesma força que o vento que sacode os campos da fronteira.
De Alegrete para o mundo, com chimarrão na cuia
Mas bah, tchê! Não era qualquer vivente que comandava o Sexto! O Coronel marcou a comunidade alegretense por andar mais perto do povo que cusco de tropeiro. Com um estilo mais intenso que tarde de esquila, incentivou a participação ativa do Exército em questões sociais e comunitárias – que o digam os projetos de arborização e jardinagem que ele tanto defendeu para nossa querência. Da Colina dos Masgraus, rumou para a Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), no Rio de Janeiro, antes de se bandear para Brasília. Mas nem a distância enfraquece o laço com nossa terra – em junho deste 2024, foi indicado para receber o Troféu Taipeiro, honraria dos produtores da região, além do título de Cidadão Alegretense que carregará com mais orgulho que pilchado em domingo de rodeio.
A tradição que corre mais ligeira que sangue nas veias
A reunião na capital federal não foi só de fardados, mas um verdadeiro galpão de estância transportado para Brasília! O evento, organizado como uma costelada mais caprichada que prato de domingo, contou com a gaita do subtenente da reserva José Iro de Morais, o Iro, gaiteiro da serra gaúcha que serviu em Alegrete entre 1983 e 1989 como sargento do Sexto Regimento. Enquanto a costela pingava graxa nas brasas, o Canto Alegretense ecoava forte, fazendo os olhos daquela indiada marejar mais que orvalho em manhã de inverno. Foi ali, entre acordes de gaita e o cheiro de churrasco, que a Terceira Capital Farroupilha se fez presente, mesmo a centenas de léguas de distância. ‘O canto alegretense, que tantas vezes entoamos juntos, continua sendo meu hino de tradição, história e pertencimento. Levo comigo o orgulho dessa terra, onde aprendi muito e que jamais sairá do meu coração’, confessou o Coronel, com a voz mais firme que estaca de mangueira.
No último 20 de setembro, data que faz o peito gaúcho inflar de orgulho, o Coronel Lopes da Cruz confessou que seu desejo era estar no desfile cívico de Alegrete, lado a lado com a comunidade que o acolheu como filho da terra. Compromissos profissionais o impediram, mas a ausência é apenas física – sua alma continua tão alegretense quanto as águas do Ibirapuitã. Para ele e tantos outros militares que por aqui trotaram, nossa querência não é apenas um ponto na carreira, mas um capítulo vivo que segue sendo recitado cada vez que a tradição faz o chamado, seja nos campos do Baita Chão ou nos salões da capital federal.
Compartilha esse causo com aquele amigo militar que serviu em Alegrete e até hoje não esquece o gosto do chimarrão da fronteira!









