Da gaita ao papel: uma travessia de 30 anos
Buenas, vivente! Prepara o mate e ajeita a cuia, que o causo que vou te contar é mais bonito que entardecer na fronteira. Lá pelos pagos de Alegrete, no dia 2 de outubro de 2025, a cultura gaúcha vai ganhar um presente de gala quando o artista Túlio Urach, um bagual que há três décadas campeia pelos palcos do Sul, vai apresentar seu livro ‘Ótica do Silêncio’. A obra, que sai pela editora Viapampa, de Uruguaiana, é como aquele churrasco bem preparado: tem tempero, história e sabor de querer mais. A partir das 19h, na Feira do Livro da cidade, o gaudério vai mostrar que a poesia e a música podem andar de mãos dadas, que nem parceiros numa dança de fandango.
A melodia que virou verso… e o verso que voltou a ser canção
Mas olha só que lindeza, tchê! A festança não para por aí. Depois do lançamento, a partir das 20h, o Braseiro Parrilla vai ficar mais agitado que CTG em baile de aniversário. É que além de batizar o livro, o vivente vai celebrar os 15 anos da banda Erva Buena, com uma indiada de respeito participando da peleia musical: Tchê Roots, Black Stone, João Maria e outros tantos artistas de primeira. É como aquele encontro de tropeiros depois de uma longa jornada, onde as histórias se misturam com as canções ao redor do fogo. O livro ‘Ótica do Silêncio’ não é só um ajuntamento de palavras, é a boiada inteira das composições que Urach foi juntando nesses 30 anos de estrada. Dividido em oito capítulos mais organizados que prateleira de armazém, cada parte representa os estilos que marcaram sua carreira: tem nativismo, samba, música sul-americana e até rock. Como diz o próprio autor: ‘É um convite para que o leitor experimente a obra despida do som, e, a partir daí, devolva ao autor uma nova inspiração’.
A fronteira entre o som e o silêncio
O livro, que integra a coleção ‘Fronteiras da Poesia’ da editora Viapampa, é como aquele horizonte do pampa: não tem fim no que pode criar. Cada capítulo, conforme o próprio Túlio explica, é terra fértil que pode dar frutos diversos: dali pode brotar um álbum novo, um espetáculo de teatro ou até mesmo um filme. É mais versátil que bombacha em dia de domingo! E não é à toa que Alegrete foi escolhida para esse evento. Nessa terra onde a tradição e o moderno se encontram que nem água e erva no mate, o lançamento encontra seu lugar perfeito. Ao escolher o título ‘Ótica do Silêncio’, Urach mostra que é mais filosófico que velho tropeiro contando histórias na beira do fogo. Mesmo quando a música para, a poesia segue seu galope, carregada de significados que só o silêncio consegue expressar.
A noite do dia 2 de outubro promete ser mais marcante que rastro de carreta em estrada de chão. Um momento em que três décadas de música se transformam em poesia impressa, confirmando Túlio Urach não apenas como músico ou poeta, mas como um legítimo artista fronteiriço que sabe transitar entre diferentes linguagens sem perder a essência da nossa cultura gaúcha. ‘Ótica do Silêncio’ chega para mostrar que, nestas terras de Alegrete, a arte não conhece cercas nem divisas.
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