Troteando na vida urbana
Mas bah, tchê! Foi por volta das 9h desta terça-feira, dia 3, que os alegretenses do centro da cidade quase caíram pra trás quando viram um cavalo mais à vontade que peão em dia de folga, circulando na contramão pela Rua General Vitorino. O quadrúpede, que parecia ter decidido fazer um tour urbano por conta própria, vinha garboso como se estivesse numa estrada campeira, ignorando completamente as regras de trânsito que os viventes de duas pernas tanto se esforçam para seguir!
Correria e preocupação dos comerciantes
O ginete solitário, que se soltou de onde estava amarrado mais ligeiro que cusco atrás de linguiça, logo chamou a atenção de lojistas e pedestres da movimentada rua. Preocupados com a situação mais perigosa que andar de bombacha em cerca de arame farpado, os comerciantes não pensaram duas vezes e chamaram os homens da lei. A Guarda Municipal foi acionada não só para garantir a segurança do trânsito, mas também para proteger o próprio bagual, que poderia acabar envolvido num entrevero com algum automóvel. ‘Um animal desse porte no meio dos carros é mais arriscado que touro bravo em loja de cristal’, comentou um dos lojistas que acompanhou a cena.
Operação ‘Laço Urbano’
Mais rápidos que potro em disparada, os agentes da Guarda chegaram ao local e, com a experiência de quem conhece os bichos do pago, conseguiram acalmar o animal. Sem poder levá-lo de imediato, os guardiões da ordem amarraram o cavalo numa árvore, deixando-o mais seguro que dinheiro em cofre, enquanto aguardavam o transporte que o conduziria ao potreiro municipal. O desfecho feliz mostrou que, mesmo quando a cidade e o campo se encontram de forma inesperada, a sabedoria gaúcha de lidar com os animais prevalece. Como diz o ditado da campanha: ‘Cavalo solto pensa que todo campo é dele, mas na cidade o campo é só de futebol’.
Esta não é a primeira vez que Alegrete presencia seus recantos urbanos sendo visitados por cavalos em liberdade. A situação, que se repete mais que mate em roda de amigos, segue sendo um perigo tanto para o trânsito quanto para os próprios animais que, sem culpa, podem acabar em acidentes sérios. A ocorrência reacende o debate sobre a necessidade de maior fiscalização e conscientização dos proprietários, garantindo que nossa tradição campeira conviva em harmonia com a segurança urbana da querência.
Compartilha esse causo com aquele amigo que sempre diz que em Alegrete até os cavalos conhecem o centro da cidade melhor que muito turista!









