A bênção que vem do céu para os bichinhos do pago
Buenas, vivente! Neste sábado, 4 de outubro, é dia daquele que é mais amigo dos bichos que cusco em porta de açougue: São Francisco de Assis, o padroeiro dos animais, da natureza e também conhecido como o santo dos mais pobres. Aqui pelos campos de Alegrete, enquanto o minuano sopra histórias entre as coxilhas, muitos corações batem forte pela causa animal, campereando proteção para os que não podem se defender sozinhos. Como diz o ditado da campanha: ‘Quem protege bicho tem um anjo de guarda com rabo e quatro patas!’
De ONGs a voluntários solitários: a tropa que não abandona a lida
Nos últimos tempos, a querência alegretense viu brotar, como capim após a chuva boa, diversas ONGs e voluntários de bombacha aberta ou não, que se dedicam à causa animal. É uma tropa mais determinada que touro em porteira fechada, lutando para proteger cães, gatos e outros bichos vítimas da crueldade ou do abandono. O espírito de São Francisco, depois de mais séculos que fronteira antiga, segue campeando firme no coração de quem acolhe e cuida dos pets aqui no nosso Município. Tchê, é de emocionar até gaúcho de pala dura ver a dedicação desse povo que não arreda pé quando o assunto é defender os animais!
O legado do santo que falava com os bichos
São Francisco, aquele vivente iluminado, é considerado o protetor dos animais por acreditar, mais firme que estaca em banhado seco, que todas as criaturas são obra do Criador e merecem respeito e amor. O santo era mais chegado nos bichos que gaudério em roda de chimarrão, chegando a pregar pros passarinhos e amansar lobos bravos, mostrando uma compaixão que serve de exemplo até hoje. Em Alegrete, essa tradição segue forte como nó de laço bem dado, com muitos conterrâneos que dedicam suas vidas à causa animal com um amor que transborda como rio em tempo de enchente. Entre eles está Marta Dornelles, vice-presidente da ONG OPAA, uma prenda de coração maior que o pampa.
Marta, com os olhos marejados como orvalho da manhã, confessa que todos os dias pede força e proteção a São Francisco para seguir na luta pelos animais, paixão que carrega desde guria pequena. ‘É uma missão de vida’, afirma ela, que já passou este amor para toda a família. Com 20 cachorros sob seus cuidados, a maioria resgatados das ruas, ela percorre os bairros de Alegrete como tropeiro em busca de rês perdida, lidando com todo tipo de gente para salvar os bichinhos que sofrem. ‘Gostaria muito que as pessoas tivessem mais amor e respeito aos anjos de quatro patas. É uma luta que dói no coração ao ver muitos que tanto sofrem’, desabafa. Em um mundo onde o abandono ainda é realidade mais comum que geada em junho, são pessoas como Marta que mantêm viva a chama de São Francisco em nossa querência, lembrando que todo ser vivo merece dignidade e proteção.
Compartilha esse causo com aquele amigo que tem mais amor pelos bichos que tropeiro por seu cavalo fiel! No dia de São Francisco, espalha essa história pros quatro cantos do pago!









