A seca que castiga os viventes do campo
Buenas, tchê! Não é novidade pra ninguém que, quando o sol resolve castigar nossa querência, a água some mais ligeiro que dinheiro em dia de feira. Lá no Rincão do São Miguel, no Caverá e no Jacaquá, a coisa tava mais feia que peleia de cusco por um osso. Os viventes dessas bandas andavam dependendo do caminhão pipa, que às vezes chegava, às vezes não, deixando a gurizada e os animais com os beiços mais rachados que estrada de chão em janeiro.
De olho na porteira, a mão que ajuda
E foi aí que o gaudério Cléo Trindade, mais teimoso que burro empacado, não arredou o pé até garantir uma solução. Com a bombacha bem ajustada e o pensamento mais afiado que faca de churrasco, o vereador campereou recurso até achar. Bateu o martelo e conquistou uma emenda impositiva de R$ 408 mil pras três localidades. ‘O pessoal do interior não pode ficar esquecido’, disse o vereador, com um brilho nos olhos mais forte que sol de meio-dia. O homem parecia mais contente que guri em dia de rodeio ao anunciar a conquista.
A água que vai brotar da terra
A notícia correu mais ligeiro que cavalo em cancha reta nas comunidades beneficiadas. Agora, enquanto você lê essa prosa, os preparativos pra perfuração dos poços artesianos já estão sendo encaminhados. É água limpa que vai jorrar da terra, sem precisar de favor ou espera. Como diz o ditado da campanha: ‘Água boa não tem preço, mas tem valor’. E o valor desse trabalho foi o diálogo mais constante que chimarrão em roda de amigos, e o compromisso firme como esteio de galpão bem feito com quem realmente faz a terra produzir.
O campo é o coração do nosso Alegrete, e sem água esse coração não bate direito. A conquista desses poços artesianos vai além de simplesmente matar a sede – representa dignidade pras famílias que mantêm viva nossa tradição rural. Quando a política olha pro interior com respeito, é toda a comunidade alegretense que sai ganhando, porque cidade e campo são como o mate e a cuia: um não existe sem o outro.
Compartilha essa notícia boa com aquele amigo produtor rural que vive dizendo que político só lembra do interior em época de eleição!









