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PRENDA TEREZINHA: O ADEUS à professora que MARCOU gerações com seu chimarrão e sabedoria

Da campanha de São Francisco de Assis para as salas de aula de Alegrete, a história da educadora que transformou o ensino em ato de amor gaúcho





A Guardiã do Saber que Amansava Letras como Potros

Buenas, vivente! Quem campeou pelos corredores das escolas de nossa querência nos últimos anos cruzou, com certeza, com o sorriso mais acolhedor que esse pago já viu. Terezinha Isabel Martins de Moura, 53 anos, nascida na terra de São Francisco de Assis, era dessas figuras raras, mais iluminada que fogo de chão em noite de inverno. Começou sua lida no magistério na sua terra natal, e depois, como guria determinada que era, formou-se em Ciências pela Urcamp, onde o destino, esse campeiro misterioso, fez ela cruzar o rastro de outro professor, Altamir Pereira de Moura. Os dois se achegaram como quem encontra abrigo em dia de tormenta, casaram e construíram uma história mais bonita que entardecer na fronteira.

Do Mate ao Quadro-Negro: A Jornada de uma Alma Missioneira

A prenda Terezinha tinha suas manhãs temperadas pelo amargo doce do chimarrão, companheiro que nunca faltava antes de seguir para sua segunda casa: a escola. Mais dedicada que cusco em dia de rodeio, raramente deixava de comparecer ao trabalho, mesmo quando a saúde não ajudava. ‘A escola é minha segunda casa’, dizia ela, com aquele jeito de quem tem o ensinar no sangue. Do seu amor com Altamir, brotou a filha Dayene Martins de Moura e, mais tarde, veio a netinha Layne Martins de Moura Vieira, que fazia os olhos da vó brilharem mais que estrela em noite clara de pampa. Com o tempo, a professora ainda completou sua formação com o curso de Pedagogia pela Uniasselvi, mostrando que o aprender, para ela, era como rio que nunca seca. Os alunos? Tratava como filhos, com o mesmo carinho de quem sabe que aprender é, antes de qualquer coisa, um gesto que vem do coração.

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O Último Galope de uma Professora que Virou Lenda

Mas a vida dessa prenda não era só escola, não! A felicidade dela morava nas coisas simples: no chimarrão da primeira hora, nas viagens em família, nas idas para a campanha que tanto amava, nos vídeos engraçados que a faziam rir com gosto, e no cuidado com os bichos que criava com carinho de mãe. Terezinha espalhava alegria por onde passava, mais refrescante que brisa do minuano em pleno janeiro. Era dessas pessoas raras que acreditavam nas pessoas, na educação e que o mundo podia ser melhor se cada guri e cada prenda fossem olhados com a ternura que só os grandes mestres conhecem. Como dizem os antigos por essas bandas: ‘Quem planta carinho, colhe saudade’. E ela plantou aos montes!

Terezinha Isabel deixa o esposo Altamir, a filha Dayene, a neta Layne, os pais Aurora Pereira Martins e Jair Dedis Estivalet Martins, e o irmão Elisandro Pereira Martins. Mas seu legado vai muito além da família: permanece vivo em cada canto de Alegrete, em cada letra escrita por suas mãos, em cada lição aprendida por seus alunos. Porque professor de verdade nunca morre, apenas muda de sala, e a sala de Terezinha agora é o coração de toda uma cidade que aprendeu com ela que ensinar é, antes de tudo, um ato de amor. Na querência de Alegrete, a prenda que domava letras e amansava corações com sua sabedoria seguirá cavalgando na memória de todos que tiveram o privilégio de cruzar seu caminho.

Compartilha essa história com aquele professor que, como a Terezinha, transforma vidas com a simplicidade de um chimarrão e a grandeza de um coração gaúcho. Quem educa merece ser lembrado!

Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/terezinha-isabel-deixa-um-legado-de-amor-fe-e-compromisso-com-o-ensino/


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