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LUTO em Alegrete: Parte o ‘AMIGUINHO’, o bagual do SORRISO FÁCIL, após batalha na UTI

Querência alegretense se despede de José Carlos, 41 anos, que não resistiu após grave acidente na BR-290; vivente era conhecido por seu coração grande como o pampa





O Último Entrevero na Estrada

Buenas, vivente! A tristeza galopou solta pelos campos de Alegrete nesta segunda-feira (20), quando o José Carlos, nosso ‘Amiguinho’, rumou pro outro lado do horizonte após 32 dias lutando mais forte que touro em rodeio. Aos 41 anos, nascido em 28 de março de 1984, esse gaudério de primeira ceifou sua vida terrena depois de um entrevero brabo com uma carreta na BR-290, lá pros lados do posto Buffon. Era noite de 18 de setembro, por volta das 20h, quando ele tava indo pro serviço montado na sua moto, e o destino, mais traiçoeiro que banhado na escuridão, cruzou seu caminho com uma carreta que fez retorno sem perceber o motociclista.

Da Lida Diária ao Último Suspiro

Mas bah, tchê! O impacto foi daqueles que até o minuano estremece. ‘Amiguinho’ bateu contra o pneu dianteiro do caminhão com força de touro xucro. Quebrou clavícula, costelas e perna, além de sofrer traumatismo craniano e hemorragia interna por causa da ruptura do baço. Dali em diante, foi uma peleada braba: 32 dias na UTI da Santa Casa de Alegrete, entre máquinas e esperanças mais frágeis que geada em manhã de inverno. No frigorífico – hoje Minerva Foods, antigamente Marfrig – onde labutava há 15 anos no setor de corte, ficou um vazio maior que campo sem gado. ‘Ele era mais que um colega. Era um parceiro. Um cara bom, de coração limpo, que nunca dizia não pra ninguém’, relembra o supervisor e amigo Diego Jardim, com os olhos mais aguados que orvalho na madrugada.

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A Marca de um Verdadeiro Amigo

Vivendo lá nas bandas do bairro Cavera, junto do tio, o ‘Amiguinho’ era daqueles raros: desses que cumprimentam com o sorriso antes das palavras. Mais generoso que chaleira em roda de mate, gostava de pescar, de acender o fogo pro churrasco e reunir a gurizada pra prosear até o sol raiar. Era daqueles que acreditam que um chimarrão e uma boa conversa podem curar quase tudo – menos o destino, que às vezes é mais teimoso que cusco velho. Levava a lida com a mesma leveza de quem sabe que viver é resistir com a gentileza de quem tá sempre pronto pra dar uma mão. Enfrentava as madrugadas frias do frigorífico com o mesmo sorriso largo de quem entende que o trabalho enobrece mais que um lenço no pescoço em domingo de rodeio.

A morte é ligeira como vento minuano, mas a lembrança é que nem marca de ferrete: fica pra sempre. O ‘Amiguinho’ José Carlos segue vivo nas histórias contadas no pátio do frigorífico, no anzol lançado aos domingos, na brasa do churrasco que ainda se acende em sua memória. Alegrete perdeu um filho que não fazia alarde, mas que deixou nossa querência mais pobre de sorrisos e mais rica de saudades. Como dizem por aqui, era ‘um baita homem’ – daqueles que passam pela vida sem muito barulho, mas que deixam o coração da comunidade alegretense transbordando de boas lembranças quando partem.

Compartilha esse causo com aquele amigo gaudério que sabe valorizar as pessoas simples e de coração bom – porque gente como o ‘Amiguinho’ merece ser lembrada em cada canto do nosso pago!

Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/morre-amiguinho-vitima-de-acidente-de-moto-na-br-290-ele-estava-ha-mais-de-um-mes-na-uti/


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