O entrevero das somas que balançou o galpão
Mas bah, tchê! Os gaudérios da nossa querência andavam mais agitados que cusco em dia de carneada depois que uma nova prosa correu pelos quatro cantos do pago. A diretoria dos Festejos Farroupilhas de Alegrete precisou puxar a rédea curta e fazer uma recontagem mais atenta que peão cuidando terneiro recém-nascido. No dia 22, os viventes responsáveis pela festança descobriram um tropeço nas contas da arrecadação de leite – quesito mais importante que braseiro em dia de inverno para a classificação final dos participantes.
De olho nos números como campeiro no rastro
A reunião que definiu o resultado foi mais concorrida que distribuição de quentão em noite fria de acampamento! Estavam presentes a prenda Ilva Maria Goulart, coordenadora da 4ª Região Tradicionalista, o patrão dos festejos, Cléo Trindade, e uma invernada inteira de patrões, posteiros e representantes das entidades tradicionalistas. Após a recontagem, mais minuciosa que garimpeiro procurando pepita, o resultado não deu outra: DTG Emílio Zuñeda cravou 1.399,82 pontos, mais firme que palanque em terra boa. Logo atrás, o CTG Vaqueanos da Fronteira marchou com 1.302,68 pontos e, fechando o pódio mais disputado que mate em roda de amigos, o CTG Osvaldo Aranha com seus 1.271,28 pontos.
A tradição que segue de rédeas firmes
“O importante é a transparência e o reconhecimento justo do esforço de todas as entidades. Cada CTG e piquete que participou mantém viva a chama da tradição”, disse Cléo Trindade, mais sincero que gaúcho jurando pelo bigode. A festança deste ano não poderia ser mais especial, homenageando o centenário do grande Darcy Fagundes e os 70 anos do programa Grande Rodeio Coringa, que espalha nossa cultura pelos pampas através das ondas do rádio. Os Festejos tiveram momentos mais marcantes que ferradura em tronco velho: Desfile, Vitrine, Guarda da Chama e a tradicional Cavalgada, que fizeram a cidade mais bonita que prenda em dia de domingo.
Mesmo com o ajuste nas contas, o que ficou mesmo foi um sentimento mais forte que laço bem trançado: o orgulho e a união entre as entidades alegretenses. Nessa disputa, quem ganhou mesmo foi a tradição gaúcha, que segue sendo preservada com a mesma garra dos nossos antepassados farroupilhas. O DTG Emílio Zuñeda levou o título com justiça, mas todos os participantes merecem o respeito da comunidade por manterem acesa a chama da nossa cultura.
Compartilha esse causo com aquele amigo gaudério que sempre diz que as contas dos concursos nunca fecham! Ele vai ver que em Alegrete a tradição é levada a sério, tchê!









