Prosa na CAAL define rumos dos trilhos
Mas bah, tchê! O que era só um sonho antigo dos alegretenses voltou a ganhar força mais ligeiro que cusco atrás de tatu! No dia 24 de outubro, a sede da CAAL virou palco duma prosa importante sobre o futuro das ferrovias na região. Uma reunião mais concorrida que rodeio em domingo de sol juntou autoridades e representantes da ANTT, num encontro articulado pelo senador Luís Carlos Heinze. O vice-prefeito Luciano Belmonte, o secretário Fernando Lucas e os vereadores José Rubens e Rudi Pinto estavam lá, pilchados de responsabilidade, junto com os chefões da CEA, Pilecco, CAAL e Sindicato Rural, todos querendo saber se os trilhos vão voltar a cantar no chão da Fronteira Oeste.
Ramal Uruguaiana-Cacequi: o caminho do progresso
A conversa foi mais séria que reunião de comissão de frente de CTG! Os viventes da ANTT, Felipe Ribeiro e o engenheiro Bento Lima, explicaram que a concessão da Rumo Logística termina em 2027, e que o novo modelo vai funcionar diferente, separando em três partes o que hoje abrange todo o Sul do país. O causo complicou quando falaram que a operação no Rio Grande é mais deficitária que venda de casaco em pleno verão, o que pode espantar investidores. Pra piorar, as enchentes de 2024 deixaram um estrago de mais de R$ 4 bilhões nos trilhos gaúchos – uma conta mais salgada que churrasco sem sal!
Mesmo assim, o pessoal do arroz bateu no peito e garantiu que há demanda suficiente pra justificar a retomada do ramal Uruguaiana–Cacequi, com ligação ao Porto de Rio Grande. É que os hermanos argentinos tão querendo integrar as ferrovias dos dois países, o que seria mais valioso pro nosso arroz que água em tempo de seca.
O futuro dos trilhos urbanos em jogo
E aí vem o ponto mais importante que peão em laço comprido! Os vereadores José Rubens e Rudi Pinto, mais atentos que cusco cuidando de ovelha, enxergaram uma oportunidade única: Alegrete poderia assumir as áreas ferroviárias dentro da cidade, hoje nas mãos da Rumo. Mesmo que o ramal seja reativado, não faz sentido ter trem passando no meio da cidade, criando mais transtorno que carreta em rua estreita, especialmente perto do Hospital Santa Casa.
‘Se o município não se mexer até 2027, vamos ficar décadas na mesma situação das áreas próximas aos trilhos’, alertaram os vereadores, preocupados como campeiro olhando nuvem preta no horizonte. E o José Rubens completou: ‘Poderíamos perder a chance de projetos importantes, como a ligação das ruas Coronel Cabrita e Joaquim Astrar, o aproveitamento da ponte férrea para pedestres e a ampliação de vias junto aos trilhos. Se ficarmos quietos que nem tatu em toca, essas áreas continuarão sem uso por muitos anos’.
A reunião em Alegrete marca um momento decisivo pra nossa querência. Como ensina o ditado campeiro, ‘oportunidade é como o trem – passa uma vez e não espera ninguém’. Entre promessas e desafios, nossa cidade tem a chance de reescrever sua história ferroviária, seja com a reativação do ramal que pode impulsionar nossa economia como um bom vento minuano, seja assumindo as áreas urbanas para dar novo rumo ao desenvolvimento da cidade. O que não podemos é ficar parados como poste em beira de estrada, esperando que outros decidam nosso futuro. A hora é agora, e Alegrete precisa embarcar nesse trem antes que a estação fique vazia.
Compartilha esse causo com aquele amigo que vive dizendo que Alegrete precisa de mais desenvolvimento! Repassa pros viventes que adoram relembrar o tempo em que o trem passava por aqui!









