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ROMARIA DE SAUDADE: Dia de Finados leva MULTIDÃO ao campo santo de Alegrete

De prosa com o além, alegretenses lotaram o cemitério municipal num vai-e-vem mais movimentado que rodeio em fim de semana





Estância da Memória: O campo santo se vestiu de flores

Buenas, vivente! Mais cheio que CTG em noite de fandango, o cemitério de Alegrete virou palco de um movimento que começou a se armar desde quinta-feira, com os preparativos para o Dia de Finados. Segundo a prenda Maysa Moreira, diretora do local, entre sábado e domingo, de 800 a 1.000 viventes cruzaram os portões daquela última morada, numa procissão silenciosa mais organizada que tropa em marcha. O campo santo recebeu limpeza caprichada, as estradas internas foram aplainadas que nem cancha reta, e até bebedouros foram instalados para refrescar a gauchada que veio prestar suas homenagens. Tudo preparado com um esmero maior que arrumação pra visita de domingo!

Da alvorada ao pôr-do-sol: A dança das velas e das preces

Desde que o sol deu as caras, despontando nos campos do leste, os alegretenses já se encaminhavam para o cemitério, carregando flores mais coloridas que vestido de prenda e velas que, mais tarde, tremeluziam como estrelas caídas do céu. O horário de porteira aberta foi das 7h30 às 11h30, com intervalo pro churrasco do meio-dia, e depois das 13h30 às 17h30. ‘Desde terça o movimento já vinha crescendo, mas hoje o fluxo foi de deixar qualquer bagual impressionado’, relatou Maysa, com a precisão de quem conta cabeças de gado no campo. Maria Lúcia Ribeiro, uma prenda de 67 janeiros, compartilhou seu sentimento: ‘Venho todos os anos. É um momento de paz e lembrança. A gente sente saudade, mas também gratidão’. Já Carlos Alberto da Silva, vivente de 45 anos, falou firme como palanque em terra seca: ‘Minha família inteira se reúne nesse dia. Faz parte da nossa cultura lembrar de quem já partiu’.

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A querência eterna recebe seus filhos

Rosane Pereira, uma china de 53 anos, notou o capricho no local: ‘O cemitério está muito bem cuidado. É bom ver esse respeito com quem já se foi’. Era mesmo de se notar – o campo santo estava mais arrumado que galpão em véspera de festa. João Pedro Fernandes, um gaudério de 38 anos, trouxe a gurizada miúda: ‘Trouxe meus filhos para que aprendam o valor da memória e da fé’. A tradição se passando de geração em geração, como quem ensina a preparar um bom mate – nem muito quente, nem muito frio, no ponto certo da memória que conforta. No fim das contas, como diz o velho ditado campeiro: ‘Quem é lembrado nunca morre de verdade’.

Entre coroas de flores e palavras sussurradas ao vento, o Dia de Finados em Alegrete mostrou, mais uma vez, que nossa gente respeita suas raízes e honra quem já galopou pra outras querências. O cemitério virou, por um dia, ponto de encontro onde a saudade doía menos e a fé falava mais alto. Uma demonstração de que, neste rincão do Rio Grande, a memória dos que partiram segue viva como brasa sob as cinzas, aquecendo o coração de quem fica.

Compartilha esse causo com aquele amigo gaudério que nunca esquece de visitar os que já se foram pro outro lado da porteira!

Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/movimento-intenso-marca-o-dia-de-finados-em-alegrete/


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