Do barro vermelho às luzes da capital
Buenas, viventes! Tem causo pra contar que faz o peito de qualquer alegretense inchar de orgulho. Nosso conterrâneo Fábio Mariot, aquele guri criado no barro vermelho desta terra, está com suas fotografias expostas no Multipalco do Theatro São Pedro, lá na capital dos pampas. Mas bah, tchê! Não é qualquer fotografia – são retratos que mostram a alma dos trabalhadores rurais daqui, mais verdadeiros que tosa de ovelha em dia de sol. Entre 2012 e 2015, o bagual pegou sua máquina e se bandeou pelos campos de Alegrete, percorrendo mais distância que boiadeiro em tempo de tropeada: mais de 10 mil quilômetros por estradas vicinais que mais parecem carreiros de formiga!
A arte de laçar imagens sem aviso prévio
O vivente não queria nada armado ou mais ensaiado que apresentação de prenda em CTG. Chegava de surpresa nas estâncias, algumas com mais história que velho gaudério de oitenta janeiros, muitas com mais de um século de existência. ‘Queria captar os trabalhadores nos seus trajes do dia a dia’, conta Mariot, que usou apenas a luz natural como parceira, tendo como moldura o próprio cenário onde o campeiro tira o sustento. Durante quatro anos de tropeada fotográfica, ele visitou quase 60 estâncias e clicou 100 trabalhadores rurais. A receptividade? Mais calorosa que roda de chimarrão em manhã de inverno! Cada retrato carrega a força da lida campeira, o suor do trabalho e o orgulho de quem conhece os segredos do campo como a palma da própria mão.
Das origens alegretenses para o reconhecimento estadual
Fábio não é um forasteiro que se encantou com nosso pago – é filho legítimo desta terra! Rebento dos professores Clarice e Bruno Mariot, fez seus estudos no CDC (antigamente EDC) e passou pelo Emílio Zuñeda e Oswaldo Aranha antes de se bandear para Porto Alegre em 1985. Por lá, se formou em Jornalismo pela Famecos-PUCRS, fez especializações em Jornalismo Digital e Fotografia Avançada, além de dezenas de cursos na área audiovisual. Mas nunca esqueceu as raízes, mais firmes que palanque em banhado firme! Sua trajetória profissional inclui passagens pela RBS TV, Secretaria da Cultura do Estado, Jornal do Comércio e Portal Terra, até chegar à TVE, onde atualmente é diretor do programa Estação Cultura. O projeto já foi exposto na Assembleia Legislativa, no Palácio Piratini e agora brilha no Multipalco Eva Sopher. Não é pouca prenda, tchê! Parte do trabalho já está nos acervos do Museu Júlio de Castilhos e do Museu de Arte Contemporânea do RS. E a boa notícia para nós: ‘A minha vontade é apresentar esse trabalho como um todo aí em Alegrete no próximo ano’, revela o artista.
As lentes de Fábio Mariot não só registram imagens, mas preservam um pedaço da alma alegretense que resiste ao tempo. Seus cliques são como versos de uma poesia campeira visual, contando histórias de mãos calejadas e rostos marcados pelo sol, que mesmo sem palavras, narram a grandeza da nossa gente. Quando um filho da terra consegue levar nossas paisagens e personagens para as galerias da capital, não é apenas uma conquista pessoal – é uma vitória cultural que mantém viva a tradição e a identidade do interior gaúcho. E para quem quiser acompanhar mais da obra deste conterrâneo que honra nossa querência, é só seguir no Instagram: @fabio_mariot. Ah, e fiquem de olho: no próximo dia 25 de novembro, seu documentário ‘Chapéu Preto’ será exibido no Cine Cult de Alegrete.
Compartilha esse causo com aquele amigo alegretense que anda longe do pago e precisa se orgulhar da nossa terra! Manda o link pros gaudérios da tua roda de mate e mostra que Alegrete tem arte que brilha até na capital!









