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ADEUS AO VIVENTE DE CORAÇÃO PURO: Alegrete se despede do bagual Adair José, que fez da SIMPLICIDADE sua marca

De alma campeira e sorriso franco, nosso conterrâneo deixou um rastro de ternura pelos pagos alegretenses, mostrando que a felicidade mora nos detalhes da vida





Um guri de alma reluzente

Buenas, viventes do pago! Hoje nossa querência amanhece mais silenciosa que rincão sem pássaros. Partiu para o outro lado da porteira o nosso Adair José, guri que, mesmo carregando a síndrome de Down, esparramava mais alegria que sol em manhã de geada. Como um cusco fiel que segue seu dono sem questionar, Adair cultivava suas paixões com a simplicidade dos homens de verdade: a banana e o iogurte eram pra ele o que o sal é pro churrasco – coisa que não podia faltar na mesa. Cada mordida era saboreada com a mesma satisfação de quem toma um mate bem cevado numa tarde de domingo.

Das praças aos carrinhos, um tropeiro de sonhos

Mas o que deixava mesmo os olhos do vivente mais brilhantes que estrela em noite de inverno eram seus carrinhos e caminhõezinhos. Bah, tchê! Um deles era mais companheiro que cavalo de peão – acompanhava o Adair em todas as suas tropeadas até a praça, fiel como pelego em dia de rodeio. E quando o assunto era o seriado Chaves, aí o homem se transformava! Ria mais escancarado que porteira em dia de campo, mostrando que a felicidade pode estar em coisas que parecem pequenas pro resto da gauchada, mas que pro nosso Adair eram do tamanho do pampa.

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A última invernada de um coração puro

Os que conviveram com o bagual falam que ele tinha mais gosto pela vida que domador por cavalo xucro. Sua presença, mais leve que pluma de quero-quero, vai deixar uma saudade maior que planície sem fim nos corações alegretenses. As últimas homenagens ao nosso conterrâneo acontecem na Funerária Paraíso, ali na rua Maximino Marinho, pertinho do cemitério. E o sepultamento, momento de dizer o último ‘hasta la vista’ pro amigo, ocorre às 11h desta segunda-feira, dia 1º, no Cemitério Público Municipal de Alegrete. Como dizem os antigos por essas bandas: ‘Quem planta ternura, colhe saudade eterna’.

Enquanto a gurizada desse rincão continuar contando histórias sobre o Adair, ele nunca vai partir por completo. Fica pra nossa Alegrete o ensinamento mais valioso que esse gaúcho de coração puro nos deixou: que a verdadeira riqueza não tá em ter campos grandes ou muitas cabeças de gado, mas em fazer da simplicidade o caminho pra alegria. Adair José pode ter partido, mas seu jeito de encarar a vida como uma festa seguirá ecoando pelos quatro cantos do nosso pago, mais forte que o vento minuano.

Compartilha esse causo com aquele amigo que precisa lembrar que a felicidade tá nas coisas simples, como um carrinho de brinquedo ou um episódio de Chaves!

Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/morre-adair-jose-que-transformou-sua-trajetoria-em-simbolo-de-ternura-e-alegria/


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