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O AFETO é a única moeda que NUNCA desvaloriza em Alegrete – história que vai aquecer teu coração!

No rincão dos pampas, onde os ventos minuanos sopram histórias de um povo guerreiro, um gaudério mostrou que a verdadeira riqueza não se mede em patacões





Um gaúcho de mão cheia e coração maior ainda

Buenas, vivente! Aqui nas terras do Baita Chão, onde o céu é mais azul que em qualquer outro canto, existe um tipo de fortuna que não se guarda em cofre nem se conta em notas. É a história do nosso conterrâneo Giovane Moraes, um gaudério mais conhecido que cusco em porta de venda. Com a voz mais marcante que tropeço em raiz de umbuzeiro, o radialista da Nativa FM carrega também os títulos de patrão do CTG Farroupilha, marido da prenda Aline Tajes e pai dedicado dos guris Rômulo e Lorenzo. De galpão simples, sem berço de ouro nem herança de campo, o vivente construiu sua lida diária com trabalho mais firme que esteio de galpão, sempre atento aos campeiros que cruzam sua estrada.

Quando a prosa vira abraço e o abraço vira família

Mas bah, tchê! Entre tantos ouvintes que acompanham a voz desse gaudério nos programas Ronda e Festival da Trinca, tem um que merece capítulo especial nesse causo: Antenor Silveira. Mais fiel que cachorro de tropeiro, esse vivente não só virou fã do comunicador como também ganhou lugar de honra, chamando Giovane de ‘padrinho’. A vida não foi mais mansa que potro domado pro Antenor: carrega um problema brabo no coração, cuida da mãe que perdeu a visão e ainda dá assistência pra avó de 83 janeiros, uma senhora que precisa de oxigênio mais constante que churrasco precisa de sal. Mesmo com a carga mais pesada que carreta em subida, o homem mantém o sorriso mais largo que campo em dia de sol, desses que fazem a gente acreditar que nem tudo está perdido nesse mundão.

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Um mate que transbordou generosidade

Na quarta-feira, 6 de agosto, quando o estúdio do podcast Fala Aí estava mais cheio que rodeio em fim de semana, o Antenor levou um susto maior que touro em porteira trancada. Entre os convidados estavam Silvio Gedel, homem que comanda as Casas de Carnes Santo Antônio, e Felipe Pereira, que pilcha as estratégias de marketing da CAAL. Ambos já tinham ouvido falar da história do guri, mas quando viram ao vivo a fibra daquele homem, não teve jeito. O Silvio, também pai de família, com os olhos mais marejados que banhado em tempo de chuva, decidiu na hora: garantiu um ano inteiro de compras na sua casa de carnes, trezentos pila por mês, pra família do Antenor ter o que botar na panela. E não parou por aí! O Felipe, da CAAL, entrou na roda e anunciou que por um ano o Arroz Saboroso não ia faltar na mesa daquela família. Antenor, mais emocionado que gaúcho ouvindo hino rio-grandense, deixou cair umas lágrimas discretas, daquelas que valem mais que discurso em palanque.

Em tempos onde qualquer café derramado vira tragédia e a pressa não deixa tempo nem pro chimarrão esfriar, histórias como essa mostram que Alegrete ainda guarda o que há de mais precioso na nossa tradição: o olhar atento pro próximo, a mão estendida e o coração aberto. Não é por acaso que nesta querência, na véspera do Dia dos Pais, a lição mais importante veio embrulhada não em papel caro, mas em gestos simples – provando que o afeto, essa moeda rara em qualquer latitude, por aqui ainda tem valor de ouro e curso mais duradouro que as águas do nosso Ibirapuitã.

Compartilha esse causo com aquele amigo gaudério que anda dizendo que o mundo não tem mais salvação! Às vezes, um gesto de carinho, como esse que nasceu nos microfones da Nativa FM, é o que falta pra devolver a fé na humanidade!

Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/o-afeto-e-a-unica-moeda-que-nao-perde-valor/


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