Um galope contra o relógio
Buenas, vivente! A história que vou te contar é mais emocionante que final de tiro de laço. Nossa conterrânea Claudete, que há mais de cinco anos enfrenta problemas renais e faz hemodiálise há um ano na Santa Casa de Alegrete, embarcou num entrevero contra o tempo que nem nas lidas mais brabas do campo se vê. Depois de receber a chamada para tentar, pela terceira vez, um transplante de rim, ela partiu de Alegrete num carro da Secretaria de Saúde, com a esperança mais acesa que fogo de churrasco em domingo de família.
Quando o céu virou aliado
Mas tchê, quando o comboio chegava perto de Cachoeira do Sul, veio o baque: o motorista, mais atento que capataz contando reses, percebeu que não chegariam a tempo em Porto Alegre. Foi aí que o pago mostrou a força da solidariedade gaúcha! Num lance mais rápido que cusco atrás de capivara, a Secretaria de Saúde acionou a PRF. O policial, de coração tão grande quanto o pampa, não pensou duas vezes e chamou o Grupamento Aéreo. Logo um helicóptero capaz de voar a 170 km/h – mais veloz que vento minuano em junho – já estava a caminho para buscar nossa guerreira. Em apenas 37 minutos de voo, tempo que nem leva para esquentar um bom chimarrão, Claudete já estava em Porto Alegre, direto para o Hospital Dom Vicente Scherer.
A peleia diária de quem não desiste
A história da nossa conterrânea é mais forte que guasca de couro cru. Mesmo depois de duas tentativas frustradas, ela segue firme como palanque em campo seco. ‘Mesmo com a mesma tipagem sanguínea, o rim não serviu para mim. Mas fiquei feliz, porque o rim foi para um rapaz que conseguiu fazer o transplante’, conta Claudete, com uma generosidade maior que o céu do pampa. As doutoras Ruth Dias de Ávila e Rosangela Munhoz Montenegro, mais sábias que velho tropeiro, explicam que só 20% a 30% dos pacientes renais conseguem realizar o transplante. Na Clínica de Hemodiálise da Santa Casa, cerca de 80 pacientes encaram uma rotina mais pesada que bolsa de charque: quatro horas por sessão, com o sangue sendo filtrado por máquinas que fazem o trabalho dos rins.
Enquanto Claudete aguarda, internada na capital, para saber se dessa vez o transplante será possível, Alegrete inteiro torce junto, unidos como uma roda de chimarrão em tarde fria. Os médicos de nossa terra – Dra. Ruth, Dra. Rosangela e Dr. Pedro – junto com toda a equipe da Santa Casa, fazem um alerta que vale mais que onça em banhado: cuide dos rins comendo comida de verdade, bebendo água e evitando alimentos processados. Porque como diz o ditado da campanha: ‘Doença renal não tem idade nem sexo, mas prevenção tem endereço certo: nos nossos hábitos diários’. A história de Claudete é um exemplo de que, em nossa querência, a esperança galopa mais ligeiro que cavalo em campo aberto.
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