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REBOLIÇO NO CENTRO: Bancas ABANDONADAS são retiradas do camelódromo de Alegrete

Num movimento que mexeu com a tradição comercial da fronteira, autoridades se unem pra dar um jeito no antigo espaço que virou problema pra comunidade





Arrancando as ervas daninhas do pago comercial

Buenas, vivente! Nesta segunda que o sol nem bem tinha nascido direito, os home da lei chegaram mais decididos que touro em porteira aberta no camelódromo de Alegrete. A comitiva não era pequena: Brigada Militar, Batalhão de Choque e até o Procon compareceram na parada, tudo pra cumprir uma ordem judicial que já vinha se arrastando que nem carreta atolada. O secretário Fernando Lucas explicou que muitas bancas já estavam mais abandonadas que tapera em campo aberto, virando depósito de tudo quanto é tranqueira e criando um problema maior que temporal em dia de rodeio.

A prosa que definiu o futuro dos camelôs

Mas não pensem que a decisão caiu como raio em céu azul! No dia 26 de setembro, lá na Prefeitura, armou-se uma roda de conversa mais importante que reunião de patrão de estância. De um lado, os representantes da Associação dos Camelôs, do outro, o prefeito Jesse Trindade, mais o vereador Éder Fioravante e os homens da lei Anilton Oliveira e Paulo Faraco. Foi ali, entre um dedo de prosa e outro, que todos ficaram cientes do movimento que estava por vir. O vereador Éder, mais atento que cusco em porteira, explicou que agora a gurizada do comércio popular vai se organizar direitinho numa associação formal, como manda o figurino, e vai ter audiência de conciliação no Judiciário pra acertar os ponteiros.

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O novo rancho pros vendedores de Alegrete

O prefeito Jesse, homem de palavra, foi direto ao ponto: desde 2014 esse processo tá mais enrolado que tentos de bombacha, mas agora a coisa vai andar. ‘Foi definido que aquele não é mais o local adequado para os camelôs, e juntos vamos buscar e definir um novo espaço para eles em Alegrete’, garantiu ele, mais firme que esteio de galpão. As primeiras dez bancas, aquelas sem documento (mais perdidas que gringo em rodeio), já foram retiradas mais ligeiro que vento minuano. Já as outras terão um prazo maior, até que se encontre um novo paradeiro pra turma trabalhar. Como diria o velho ditado campeiro: ‘Não se tira o laço sem ter outro pronto’.

A mudança no camelódromo não é só uma questão de tirar bancas velhas, mas de repensar como Alegrete acolhe seus comerciantes populares. Essa história mostra que nossa cidade está buscando um caminho que respeite tanto a ordem quanto o ganha-pão de quem batalha no comércio de rua. O novo espaço, quando vier, pode ser o início de um novo capítulo para o comércio popular da nossa querência.

Compartilha esse causo com aquele comerciante do centro que sempre comenta sobre as mudanças no coração de Alegrete!

Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/alegrete-bancas-fechadas-sao-retiradas-do-camelodromo/


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