Quando o açude virou campo de batalha
Buenas, vivente! Uma peleia contra o tempo e as águas traiçoeiras está acontecendo na região de Itapororó, lá no 2º subdistrito de nossa querência. Mais persistentes que cusco atrás de osso, os bombeiros de Alegrete estão há mais de 12 horas, sem dar trégua, procurando um guri de 29 anos que desapareceu num açude distante. As águas, que costumam ser mansas como cordeiro manso, viraram cenário de uma busca que tem toda a comunidade campeira em suspense, enquanto o sol nasce e se põe sobre o pampa, sem trazer notícias do paradeiro do rapaz.
O causo da caçada que virou tragédia
A história que corre pelos campos é de arrepiar os pelos da nuca: o jovem e seu compadre estavam de caçada na tarde de ontem (19), quando o rapaz decidiu atravessar o açude. Mas bah, tchê! As águas, mais traiçoeiras que cobra no mato, não permitiram que o guri chegasse à outra margem. O amigo, num ato de coragem mais firme que palanque de galpão, ainda tentou salvar o companheiro, mas as águas não deram chance. Mais ligeiro que vento minuano, correu para pedir socorro aos bombeiros, que não tardaram em chegar ao local isolado.
A esperança que não apaga
Os bombeiros, esses heróis do nosso pago, seguem na lida pesada sem descansar um minuto sequer, como peão em época de marcação. A escuridão da noite não freou os trabalhos, e a busca seguiu firme como taura em rodeio. Para hoje (20), já está prevista a chegada de mergulhadores especializados, que vão se bandear até o estabelecimento rural para dar reforço nas buscas. O local é mais longe que o fim do mundo e a comunicação é mais difícil que entender gringo falando rapidamente, o que torna esse trabalho ainda mais desafiador para as equipes que lá estão.
A comunidade alegretense, que sempre se une como tropa em momentos difíceis, segue em oração pelo desfecho dessa história. Esse tipo de ocorrência nos lembra da força da natureza em nossos campos e da importância de respeitar as águas que, assim como a vida no pampa, podem ser tranquilas na superfície, mas guardam seus mistérios nas profundezas. Os bombeiros, esses guerreiros incansáveis, seguem representando o que há de melhor na gente da fronteira: a persistência e a solidariedade nos momentos mais duros.
Compartilha essa notícia com aquele amigo que mora no interior e precisa saber dos perigos que as águas escondidas podem guardar! Que essa história sirva de alerta para toda a gurizada que lida com açudes no nosso pago!









