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DRAMA DO ROTATIVO: Ex-monitora DESABAFA sobre sustento PERDIDO – “Era dali que eu tirava o pão dos meus filhos”

Enquanto Alegrete segue há quase 60 dias sem estacionamento pago, funcionários desempregados enfrentam a incerteza como quem enfrenta um minuano brabo





Buenas se foram as vagas azuis

Mas bah, tchê! Já fazem quase 60 dias que os viventes alegretenses não precisam mais garimpar moedas no fundo do bolso pra estacionar no centro. Desde o dia 26 de junho, quando o último tíquete do estacionamento rotativo foi cortado, a área azul virou mais livre que potro em campo aberto. A empresa que há 10 anos comandava o serviço arriou as carretas e foi-se embora, enquanto a prefeitura já está campereando uma nova parceira através de licitação, que deve definir a vencedora em menos de 30 dias.

A história por trás dos coletes azuis

Enquanto uns festejam mais que guri em dia de rodeio, outros sofrem quieto que nem cusco sem dono. É o caso de uma monitora que por 8 anos enfrentou sol e chuva nas ruas do centro. Mãe de três filhos, a prenda – que preferiu não revelar o nome – começou no serviço em 2017, justamente quando a vida estava mais apertada que bombacha em dia de enchente. ‘Fui trabalhando aos poucos, passando por várias dificuldades particulares e ali fui superando elas dia após dia’, conta a vivente, com a voz embargada como quem vê o último mate da cuia. Por muitas vezes ouviu desaforos de motoristas brabos, mas seguiu firme como estaca de galpão.

O pão de cada dia que o inverno levou

‘Na verdade eu fiquei muito sensibilizada com a saída do rotativo. Era dali o meu sustento, para mim e para meus filhos’, desabafa a ex-monitora, mais preocupada que tropeiro em véspera de temporal. ‘Sabe, para muitos o estacionamento rotativo é ruim, no caso de cobrar os carros estacionados, mas isso gerou empregos, não somente para mim, mas para as demais colegas também’, explica ela. O maior desafio em quase uma década de serviço? ‘Meu maior obstáculo nesse tempo todo foi enfrentar o sol, a chuva, mas sempre como gostei do que eu fazia, sempre dava meu melhor’, relembra a guria, que agora se vê mais perdida que gringo em rodeio, mesmo tendo recebido seus direitos trabalhistas.

Enquanto o Centro Empresarial bate o pé pedindo o retorno imediato do serviço e os motoristas se dividem como uma tropa em encruzilhada, há um lado dessa história que poucos param para pensar: o das famílias que dependiam desses empregos. A ex-monitora, com os olhos marejados como campo após chuvarada, resume seu sentimento: ‘Todos os dias crio uma expectativa da retomada do Rotativo ou até de outra empresa que vier. Está tudo nas mãos de Deus’. Nessa peleia entre comodidade e necessidade, Alegrete aguarda a definição sobre o futuro do estacionamento rotativo, enquanto alguns contam moedas não para pagar vagas, mas para sustentar seus filhos.

Compartilha esse causo com aquele vivente que reclama do estacionamento pago – de repente ele não sabe que tem família dependendo desse serviço pro sustento!

Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/ex-monitora-do-rotativo-desabafa-era-dali-o-meu-sustento-para-mim-e-meus-filhos/


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