Home / Saúde / GAÚCHO CAMPEIRO TAMBÉM FICA ‘QUEIMADO’: Síndrome de BURNOUT chega forte nos pagos de Alegrete

GAÚCHO CAMPEIRO TAMBÉM FICA ‘QUEIMADO’: Síndrome de BURNOUT chega forte nos pagos de Alegrete

Nas terras onde o vento minuano açoita forte, uma nova tempestade silenciosa castiga os viventes: o esgotamento profissional que deixa o trabalhador mais cansado que tropeiro em fim de jornada





Quando o laço da lida aperta demais

Buenas, vivente! Lá se vai o tempo em que o gaúcho só se preocupava com o gado no campo e o chimarrão bem amargo pra começar o dia. Agora, nas terranhas de Alegrete e por todo o Rio Grande, uma tal de Síndrome de Burnout anda deixando a gauchada mais esvaziada que cuia depois de roda grande. A coisa é séria, tchê! A Organização Mundial da Saúde já bateu o martelo: é doença ocupacional mesmo, não é frescura nem ‘mimimi’ como alguns viventes teimam em dizer. É o corpo e a alma dizendo que não aguentam mais o tranco pesado, que nem cavalo empacado depois de muito esforço.

Mais quebrado que cavalo em rodeio grande

Essa tal síndrome acomete os trabalhadores em três frentes, barbaridade! Primeiro vem uma canseira mais braba que a de peão após marcação de gado – uma exaustão que nem chimarrão resolve. Depois, o vivente fica mais frio que geada em manhã de inverno, sem conseguir se importar com nada nem ninguém. Por fim, aquele sentimento de que nada que faz presta, mais inútil que espora em pé de bailarino. E quem sofre mais? Os professores, médicos, policiais, cuidadores, bancários e até jornalistas – justamente aqueles que lidam com as pressões mais brabas do dia a dia. No Brasil inteiro, foram mais de 600 diagnósticos hospitalares em dez anos, com as prendas levando a pior – 70% dos casos são em mulheres. Mas o número real deve ser muito maior que tamanho de causo de pescador, já que muita gente sofre calada ou é diagnosticada com outras doenças parecidas, como depressão.

A pandemia que potreou o tropel

Mas bah, tchê! A tal da pandemia de COVID-19 foi que nem espora em lombo ferido – só piorou o que já vinha mal. A sobrecarga emocional chegou mais pesada que carreta em estrada de chão. Só no Rio Grande do Sul, em 2024, mais de 37 mil gaúchos tiveram que tirar o pé do estribo por problemas de saúde mental, incluindo muitos casos de Burnout. Aqui mesmo, na querência de Alegrete, a coisa tá feia. Os sinais aparecem devagar, como nuvem de tempestade no horizonte: dores de cabeça que nem arriada de cangalha velha, insônia que deixa o vivente contando mais estrelas que boiadeiro em noite de campo, cansaço que nem cochilo resolve, e o estômago embrulhado mais que bombacha mal lavada. No emocional, a pessoa fica mais irritada que cusco com espinho na pata, tristonha que gaúcho longe do pago e com sensação de não servir nem pra fazer sombra.

A Unipampa de Alegrete e o CRAM têm feito sua parte, oferencendo apoio aos que sofrem com essa enfermidade moderna. Mas aqui vai a verdade campeira: Burnout é como riachão que começa com pingo d’água – se não cuidar no início, vira enchente. É preciso saber a hora de desatrelar os bois da carreta, fazer umas boas pausas durante o dia, mexer o esqueleto com atividade física e arranjar tempo pra um mate despreocupado ou uma boa prosa. As empresas também precisam entender que trabalhador não é máquina de fazer dinheiro – é gente que precisa ser valorizada e respeitada. Em nosso Alegrete querido, essa doença silenciosa mostra que precisamos de políticas públicas que olhem pra saúde mental com a mesma seriedade que olhamos pra uma boa mangueira de gado.

Compartilha esse causo com aquele amigo gaudério que vive se queixando de cansaço mas não tira férias há anos! Pode ser que ele esteja mais queimado que braseiro em dia de churrasco!

Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/sindrome-de-burnout-por-que-essa-enfermidade-esta-se-tornando-comum/


Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *