Da solidão à chinoca peluda: um mate compartilhado
Buenas, vivente! Nos campos de Alegrete, existe uma tropa de cuscos mais fiéis que promessa em dia de São João! No Canil Municipal, a gurizada comandada pelo bagual Marlon Motta cuida de cerca de 200 bichanos recolhidos das ruas, muitos mais judiados que cavalo em dia de rodeio. Mas esses peludos de quatro patas têm uma missão mais importante que campear ovelha desgarrada: são verdadeiros curandeiros da alma de quem anda com o coração mais murcho que flor em tempo de estiagem.
Cuscos que curam mais que benzedeira
Neste Setembro Amarelo, época em que se troteia por aí falando da importância de cuidar da caixinha do pensamento, o diretor do Canil, Marlon Motta, bate na mesma tecla que violeiro insistente: esses bichinhos são mais eficientes pra saúde mental que chá de marcela em dia de ressaca! Os viventes de quatro patas são mais fiéis que o bom chimarrão numa manhã fria – não importa se o dono é rico como estancieiro ou simples como peão de estância, eles estão sempre prontos pra dar lambidas de carinho e abanos de rabo que valem mais que qualquer terapia cara da cidade grande.
Da casinha do Canil pro calor do lar alegretense
Mas bah, tchê! O Canil segue firme que nem esteio de galpão cuidando dos bichos, mas o que esses viventes peludos querem mesmo é encontrar um fogão pra deitar perto. Por isso, em parceria com a turma da ONG OPAA, mais unida que pingo no lombo, eles mantêm uma campanha permanente de adoção responsável. O recado é mais direto que laço bem mirado: quem adotar um cusco ou bichano, que cuide direito e castre seus animais pra não ter mais filhotes que arroz em panela de casamento. Como diz o ditado campeiro: ‘Quem adota um bicho ganha um amigo mais fiel que a própria sombra!’
Em resumo, meu povo de Alegrete, esses cães do Canil Municipal não são apenas bichos esperando um lar – são remédio pra alma em tempos de cabeça cheia. No Setembro Amarelo, enquanto a cidade se pinta da cor do sol, esses peludos nos lembram que, às vezes, o melhor antídoto contra a tristeza tem quatro patas, late e não cobra nada além de comida e carinho. A saúde mental de nossa querência agradece a cada adoção responsável.
Compartilha esse causo com aquele compadre que anda meio cabisbaixo – quem sabe um cusco do Canil não é o remédio que ele precisa pra voltar a sorrir!









