Reunião dos Grandes Viventes do Pago
Buenas, tchê! Pra resolver um causo mais enrolado que laço em dia de vento, se reuniram no salão da Prefeitura os homens de palavra da nossa querência. No dia 26, o prefeito Jesse Trindade abriu as portas para uma prosa decisiva com os representantes da Associação dos Camelôs, o vereador Éder Fioravante, o advogado da categoria, Anilton Oliveira, e o procurador do município, Paulo Faraco. Era hora de botar os pingos nos is num assunto que vem tropeando desde 2014, mais demorado que churrasco em fogo baixo.
O Rodeio das Bancas Fechadas
O vereador Éder, firme como estaca em banhado, explicou que o encontro teve como objetivo dar ciência do processo de remoção das bancas do local. A gurizada dos camelôs agora está mais organizada que invernada de gado premiado, formando uma Associação pra defender seus interesses. E já está marcada uma audiência de conciliação no Judiciário, onde os viventes poderão apresentar seus argumentos mais afiados que faca de campeiro. Segundo o prefeito Jesse, esse processo vem patinando na Justiça desde 2014, mais emperrado que carreta em dia de chuvarada, mas agora a decisão está tomada: as bancas fechadas têm que ser retiradas em 30 dias, tempo suficiente pra um gaudério arrumar seus pertences sem atropelo.
Um Novo Rincão para os Trabalhadores
“Foi definido que aquele não é mais o local adequado para os camelôs, e juntos vamos buscar e definir um novo espaço para eles em Alegrete”, destacou o prefeito, com palavra mais garantida que promessa em roda de mate. As bancas que ainda estão em funcionamento terão um prazo mais esticado, como couro bem sovado, até que se encontre um paradeiro definitivo para esses trabalhadores que fazem parte da vida comercial do nosso pago. É como diz o ditado da fronteira: “Não se desarreia um cavalo sem ter outro encilhado” – os trabalhadores precisam de chão firme para seguir sua lida.
Esta decisão marca um novo capítulo na organização urbana de Alegrete, mostrando que mesmo as questões mais antigas podem encontrar soluções quando há diálogo entre poder público e trabalhadores. A busca por um novo espaço para os camelôs demonstra o compromisso da administração com aqueles que, há anos, fazem do comércio popular parte da identidade da nossa cidade, equilibrando o desenvolvimento urbano com o respeito aos que tiram seu sustento das bancas.
Compartilha essa notícia com aquele compadre comerciante que sempre quis saber o destino das bancas do centro! O pago todo precisa ficar por dentro desse assunto mais importante que a primeira roda de chimarrão da manhã!
Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/camelos-terao-30-dias-para-retirada-de-bancas-fechadas-em-alegrete/









