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O ALEGRETENSE que fez o MUNDO PARAR: Chapéu Preto leva a ALMA DO PAMPA para a Expointer 2025

De guri órfão a artista consagrado - nosso vivente venceu mais de 5 mil concorrentes e agora representa a querência na maior feira agropecuária do Sul





Da solidão do pampa para o palco internacional

Buenas, vivente! Aqui estamos nós para contar um causo que é mais bonito que entardecer no pampa. O alegretense Derli Vieira da Silva, aquele que todos conhecem como ‘Chapéu Preto’, acaba de dar um tiro de laço certeiro no reconhecimento que tanto merecia. Entre mais de 5 mil trabalhos submetidos à curadoria da Expointer 2025, apenas sete artistas foram escolhidos para mostrar o que temos de melhor na arte gaúcha – e nosso conterrâneo estava lá, firme como palanque em campo seco, sendo o único escultor do grupo seleto. Com suas mãos calejadas pelo tempo e a sabedoria, Derli talhou seis obras em madeira que fizeram os visitantes de outros países baixarem a cabeça em respeito ao talento que brota da fronteira oeste.

Um cinzel que conta histórias de chão batido

Enquanto outros artistas apostavam em pinceladas expressionistas, técnicas de espátula e até desenhos em estilo cartoon, o nosso Chapéu Preto seguiu firme no que sabe fazer como ninguém: transformar toras brutas em poesia visual. Nas suas esculturas, o boi parece que vai mugir a qualquer momento, o peão quase respira e o mate está mais convidativo que fogão aceso em dia frio. ‘Sou um escultor primitivo e individual. Em todo o Pavilhão Internacional não havia ninguém que fizesse o que eu faço’, contou Derli, com aquele orgulho que não é vanglória, mas consciência do próprio valor. E quando tocava a canção dos Fagundes com aquele verso ‘não me pergunte aonde fica o Alegrete’, o bagual confessou que os olhos marejavam como barragem em dia de chuva forte. ‘Foram décadas sem reconhecimento, mas Deus tarda e não falha. Hoje, enfim, o vento sopra sobre o bronze do meu nome’, declarou, com a emoção mais genuína que canto de galo ao amanhecer.

O guri órfão que virou mestre das mãos

A história desse vivente é daquelas que fazem a gente acreditar que persistência vale mais que sorte. Derli ficou sem pai e sem mãe aos quatro anos – idade em que a maioria dos guris ainda nem sabe segurar direito uma colher, quem dirá enfrentar o mundo. Mas o destino, que às vezes parece mais teimoso que cusco velho, o fez encontrar na madeira e no cinzel o caminho para expressar a alma gaúcha. Sem professor, sem escola de arte, aprendeu sozinho a transformar o que via no campo em esculturas que falam sem precisar de palavras. Participando da Expointer desde 1974, somou mais de três décadas de exposições, mas nunca havia recebido tamanho reconhecimento como agora, quando foi celebrado como um dos sete melhores artistas do Rio Grande do Sul na curadoria de Mariano Schmitz. Como diz o próprio Chapéu Preto: ‘Quem nasce grande não morre pequeno’ – e a história dele comprova que quem tem fé no próprio caminho, um dia chega lá, nem que seja depois de cruzar mais campos que tropeiro em lida.

Enquanto delegações da Venezuela, Uruguai e Argentina circulavam pelo Pavilhão Internacional da Expointer, lá estava ele, nosso conterrâneo, com o inseparável chapéu preto a sombrear os olhos que já viram tanto, levando um pedaço de Alegrete para o mundo. Na Estância da Arte, espaço que se tornou refúgio de contemplação dentro da feira, as obras de Derli dividiam espaço com trabalhos de Carlito Bicca, Cristiano Ramos Alves, Dario Mastrosimone, Márcia Bastos, Santiago e Sérgio Coirolo. Um espaço inclusivo, com entrada gratuita, versões táteis para visitantes cegos e mediação em libras – porque arte boa é aquela que todos podem sentir, como o abraço de um amigo. A história de Derli Chapéu Preto não é só dele – é de todo alegretense que, mesmo diante das dificuldades, segue em frente com a certeza de que o talento nascido no pampa tem força para conquistar o mundo.

Compartilha esse causo com aquele amigo gaudério que diz que nada de bom sai de Alegrete! Mostra pra ele que nossa querência segue produzindo artistas de respeito que levam o nome da fronteira oeste pro mundo inteiro!

Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/talento-do-pampa-esculturas-de-derli-chapeu-preto-representam-a-cultura-gaucha-na-expointer-2025/


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