Do mate à energia do sol: uma invenção de gente nossa
Mas bah, tchê! Faz seis anos que Alegrete mostrou pro mundo que tradição e modernidade podem andar de mãos dadas como peão e cavalo em lida campeira. Em 2019, enquanto muita gente só falava em sustentabilidade por aí, nós, alegretenses, já estávamos botando a ideia pra funcionar na prática. Foi quando nasceu o primeiro Chimarródromo Sustentável do Rio Grande do Sul, um galpão especial que une o sabor do nosso amargo com a energia limpa que vem lá de cima, direto do astro-rei que ilumina nossos campos.
Os campeiros da inovação: mentes brilhantes do pago
A ideia não caiu do céu como chuva em janeiro. Foi da cabeça privilegiada da engenheira eletricista Nathalie Lunardi, junto com o engenheiro civil Huillian Severo e Eider Penna que brotou esse projeto mais inovador que cusco em dia de tropeada. Tão bem pensado foi o negócio que até prêmio ganhou: o ‘Projeto Inovador 2018’, lá em Campo Bom, no evento Cidades Digitais. Mas como diz o ditado gaúcho: ‘Um só cusco não cerca queixada’. E foi o ex-vereador Glênio Bolsson que, feito capataz em dia de marcação, reuniu a tropa toda pra fazer o sonho virar realidade. A Madereira Linden entrou com a madeira, a Esco GD com o sistema de energia solar, a Tânia Almeida doou a quentinha de 50 litros – para aquele mate que não termina nunca – e a Vidraçaria Real completou com a placa de vidro.
Semeando tradição com energia renovada
De lá pra cá, o nosso chimarródromo virou exemplo mais cobiçado que receita de churrasco de primeira. A engenheira Nathalie conta que depois do nosso, o telefone não parou de tocar com pedidos de outros municípios querendo copiar a iniciativa. É Alegrete mostrando que tem conhecimento no lombo, tchê! Como diria o campeiro antigo: ‘Quem anda na frente abre a porteira pros outros’. E foi isso mesmo que aconteceu. Enquanto o mundo discute como ser mais sustentável, nós já estamos há seis anos saboreando nosso mate tradicional enquanto o sol trabalha por nós, sem pedir nada em troca além de um céu limpo pra brilhar.
Em resumo, nosso chimarródromo não é só um lugar pra tomar mate – é símbolo do espírito alegretense que honra as raízes mas olha pro futuro. Enquanto muita cidade grande ainda tá pensando em como ser sustentável, nós da fronteira já estamos há seis anos mostrando que dá pra unir o melhor dos dois mundos: a tradição do nosso amargo com a energia limpa que não agride o pago. Esse é o jeito Alegrete de ser: pioneiro, inovador e com os pés fincados na tradição.
Compartilha esse causo com aquele amigo gaudério que vive dizendo que interior não tem inovação! Mostra pra ele que aqui em Alegrete a tradição e tecnologia andam juntas como mate e bomba!









