Madrugada molhada, tradição acordada
Buenas, vivente! A 3ª Capital Farroupilha amanheceu mais molhada que cusco caído em sanga, mas barbaridade, tchê! O povo alegretense mostrou que é mais teimoso que gado em porteira fechada. Nem bem o sol tinha coragem de espiar por trás das nuvens carregadas, e já se via os primeiros gaúchos encilhando seus pingos, ajeitando suas pilchas e preparando o coração pra mais um desfile de fibra e tradição. A chuva caia mansa, mas a vontade de honrar os ideais farroupilhas era mais forte que temporal em coxilha desabrigada.
Avenida que virou invernada de coragem
Por volta das 8h20min, quando o céu deu uma trégua mais esperada que churrasco depois de lida campeira, a Avenida Eurípedes Brasil Milano começou a se transformar. O que era um movimento mais devagar que carreta em subida foi ganhando corpo, com cavalarianos chegando de todos os cantos do município. A Inspetoria Veterinária, aqueles baita viventes que estavam de prontidão no início da Barão, confirmaram um número que deixaria qualquer tradicionalista de peito estufado: 2.552 animais com GTA regularizada, passando os 2.516 do ano passado! E olha que o tempo estava mais feio que briga de sogra com nora, imagine se estivesse sol! A avenida foi se enchendo de bombacha molhada e coração quente, numa prova de que Alegrete não se dobra a intempéries.
Da concentração ao desfile: a marcha da tradição
Na concentração, era um corre-corre mais agitado que formigueiro em dia de mudança. CTGs e piquetes se organizavam com a precisão de quem toma mate há décadas, cada um sabendo seu lugar como boi que conhece o caminho de volta pro curral. O momento mais aguardado foi quando o prefeito Jesse Trindade, junto do homenageado dos Festejos, Márcio Fonseca do Amaral, e o coordenador Cléo Severo Trindade, recepcionaram o cavalo Caramelo e seu tratador. Era a tradição em carne, osso e crina! Logo os primeiros cavalarianos já cruzavam a Barão do Amazonas, levando consigo não apenas seus cavalos, mas todo o orgulho de um povo que sabe que tradição não se molha com chuva passageira. Seguiam rumo à Praça Getúlio Vargas, deixando no rastro o perfume da história viva e da coragem gaúcha.
O desfile Farroupilha deste ano ficará marcado não pelo número de participantes, que já superou o anterior mesmo com céu carrancudo, mas pela demonstração de que o espírito farroupilha corre nas veias dos alegretenses como água no Ibirapuitã. A chuva pode molhar o poncho, mas jamais apaga a chama da tradição que arde no peito de cada homem e mulher desta terra. Foi um reencontro da cidade com sua própria essência – a capacidade de enfrentar adversidades com a cabeça erguida e o coração pulsando tradição.
Compartilha esse causo com aquele amigo gaudério que diz ter preguiça de levantar cedo em dia de chuva! Mostra pra ele o que é fibra de verdade!









