O assunto mais quente do mercadão
Buenas, tchê! Ontem o assunto estava mais quente que fogo em tiririca seca lá no estacionamento de um supermercado da Zona Leste. Um Chevrolet Cruze, que estava quietinho feito cusco velho no seu canto, de repente resolveu acender uma fogueira com a própria dianteira. O coitado do dono, mais tranquilo que domingo de tarde, nem desconfiava da invernada que o esperava enquanto empurrava o carrinho pelos corredores do mercado. Quando voltou, encontrou seu bólido cuspindo labaredas mais altas que causo de pescador!
A peleia contra as chamas
Mas aí que entra a solidariedade do nosso povo gaudério! Antes que o fogo se alastrasse mais ligeiro que boato em roda de chimarrão, os funcionários do mercado vieram em tropel com os extintores na mão, brigando com as chamas como quem aparta briga de galo. Os outros viventes que estavam por ali também não ficaram de braços cruzados e ajudaram na lida contra o fogo. Era gente passando extintor pra cá, água pra lá, numa mobilização mais organizada que invernada em dia de rodeio. ‘Foi tudo muito rápido’, contava um dos guris que trabalha no local, com os olhos ainda arregalados como quem viu assombração.
O desfecho do entrevero
Quando os bombeiros chegaram, mais preparados que churraqueiro em domingo de festa, o fogo já estava quase controlado pela gurizada do mercado. Mesmo assim, os homens fizeram o trabalho de acabar de vez com qualquer resquício das chamas teimosas. No fim das contas, o Cruze ficou com a dianteira mais torrada que pão esquecido no forno, mas graças à ligeireza do povo, o resto do veículo foi salvo. O dono do carro, coitado, ficou com cara de quem perdeu o cachorro, mas ao menos saiu com a história pra contar. Como dizem os antigos cá da fronteira: ‘Desgraça com vida é futuro pra prosear’.
Esse causo nos mostra, mais uma vez, que o povo alegretense tem a solidariedade no sangue, mais forte que a erva do mate. Enquanto uns perdem a cabeça, outros arregaçam as mangas e partem pro combate, seja contra o fogo, seja contra qualquer outro problema. A dianteira do Cruze virou carvão, mas a história virou exemplo de como a ajuda mútua é tradição que não se perde na nossa terra.
Compartilha esse causo com aquele amigo gaudério que sempre estaciona o carro no mercado e volta carregado até as tampas!









