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RODEIO DE SUCESSO: Abertura da 83ª Expofeira de Alegrete BRILHA e mostra que o campo é a SALVAÇÃO do mundo

De sol nascente a discursos firmes como estribo de campeiro, a Expofeira reuniu o que há de melhor na querência - e provou que nossa tradição é mais forte que o minuano





O Amanhecer que Despertou a Lida

Buenas, vivente! O sol mal tinha espichado os raios por cima do Parque Dr. Lauro Dornelles e os gaudérios já estavam de prontidão pra fazer história na abertura oficial da 83ª Exposição Agropecuária de Alegrete. Mais bonito que entardecer na coxilha, o evento amanheceu com temperatura amena que nem quentura de primeiro mate – perfeito pra reunir os homens e prendas que fazem do campo a sua lida diária. A fila de autoridades era mais comprida que laço em dia de marcação: o prefeito Jesse Trindade, o presidente da Câmara Cléo Severo Trindade, a gurizada dos bancos, o deputado federal Afonso Motta, o diretor da FARSUL Francisco Schardong, e o representante do Governo do Estado, Márcio Amaral. Até o campeiro Caio Nemitz, de Manoel Viana, atravessou estrada pra prestigiar o evento que é mais aguardado que chuva em tempo de seca.

O Desfile dos Campeões e as Palavras que Marcaram o Chão

Mas tchê, o que é uma feira sem os bichos que são o xodó dos produtores? A cerimônia abriu os portões pra mostrar a qualidade do que se cria nestas terras – mais valiosas que ouro em bateia. Os animais premiados desfilaram com porte mais imponente que touro em campo aberto, mostrando porque Alegrete é berço genético da pecuária gaúcha. A Granja do Ano ficou com André Machado; nos Bovinos Rústicos, a Companhia Azul de Uruguaiana levou o troféu pra casa; os Bovinos a Galpão premiaram a Touro-Passo de Ricardo Duarte; nos Ovinos a Galpão, a Cabanha Escondida de Vinícius Freitas mostrou força; nos Ovinos Rústicos, a Santa Camila arrebanhou o prêmio; e nos Equinos, a Cabanha Itaó de Santiago galopou na frente. As palavras que seguiram foram mais fortes que trovoada de verão. O presidente Luiz Plastina Gomes, que está mais perto de passar o bastão que porteira em troca de mangueira, agradeceu a parceirada que fez sua gestão mais firme que estaca em solo duro, sem esquecer das prendas do campo e da Comissão Jovem que trabalham com garra de bagual.

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A Verdade que nem Sempre tem Açúcar no Mate

A sinceridade correu solta como água em sanga após chuvarada! Plastina não amansou as palavras ao falar do cenário que deixa produtor mais preocupado que boiadeiro em noite de tempestade: ‘Vivemos um tempo turbulento, com a economia em queda, às vésperas de uma eleição e os gastos continuam’. Francisco Schardong, da FARSUL, foi mais direto que linha de cerol, mostrando que não leva desaforo pra casa: ‘Eu não me iludo com espelhos falsos — o meu é o da verdade’, disparou com a franqueza de quem conhece o batente do campo. E completou, mais certeiro que boleadeira bem arremessada: ‘Quando pedimos ajuda, recebemos migalhas; quando precisamos de apoio, nos negam o estribo. Mas o tempo sempre revela a verdade’. No meio da prosa, Schardong parou tudo – mais surpreendente que cusco em meio de rodeio – para homenagear o leiloeiro Homero Tarragô, que completou 43 anos de bateção de martelo e 1.500 remates na vida. ‘É uma vida inteira dedicada à pecuária’, respondeu o homenageado, com os olhos mais marejados que campo após enchente.

A 83ª Expofeira de Alegrete não é só um evento no calendário – é um marco da nossa identidade e da força que o homem do campo representa pra economia do pago e do mundo inteiro. Como bem lembrou nosso prefeito Jesse Trindade: ‘Quando o movimento nas ruas Andradas e Vasco Alves diminui, é sinal de que o campo não vai bem’. E isso é mais verdadeiro que juramento de gaúcho: sem campo forte, cidade fraca; sem raiz firme, árvore não cresce. De avisos sobre o La Niña que se aproxima às celebrações da genética que faz nosso gado ser reconhecido, a Expofeira mostrou que Alegrete continua sendo o coração pulsante da pecuária gaúcha. E no final das contas, mais que economia, o campo é o que garante que o mundo continue girando – como uma roda de carreta bem lubrificada pelos braços calejados de quem acorda com o primeiro canto do galo.

Compartilha esse causo com aquele amigo que acha que feira agropecuária é só pra ver bicho! Manda pro vivente que precisa entender que sem o campo, nem a cidade respira!

Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/abertura-da-expofeira-de-alegrete-mostra-que-o-campo-e-mais-do-que-economia-e-sobrevivencia-global/


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