A Cavalgada que Desafia até o Minuano
Buenas, vivente! Enquanto uns se aconchegam perto do fogão nestes dias de inverno, tem bagual de respeito cruzando o Rio Grande inteiro mais firme que estaca em banhado! Os cavalarianos da 4ª Região Tradicionalista já trilharam cerca de 350km dos 760km totais, levando a centelha da Chama Crioula desde Caxias do Sul até o Marco das Três Divisas. É uma travessia que faria até o cusco mais valente pensar duas vezes, pois a tropa já enfrentou de tudo: frio de renguear cusco, chuva que não dá trégua e até granizo que parecia pedrada do céu!
Por Onde o Candeeiro Passa, a Esperança Renasce
À frente da comitiva, vai o Candeeiro com a Chama que não pode se apagar nem por decreto – essa mesma que chegará na nossa querência da Fronteira Oeste no dia 11 de setembro. Os ginetes trotam por estradas que ainda carregam as cicatrizes da tragédia de 2024, passando pelo Vale do Taquari onde a água levou quase tudo, menos a coragem e a fé do povo gaúcho. Conforme conta o tradicionalista Adalberto Lima, em cada parada, em cada pousada, a recepção é mais calorosa que braseiro em dia de inverno. ‘A gente chega, cuida dos matungos, descansa um pouco e, antes do sol aparecer, já estamos de novo na estrada’, relata, explicando que o grupo percorre cerca de 40km por dia – distância que muita gente hoje nem caminha num mês inteiro!
Os Guardiões da Tradição e o Cavaleiro dos 10 Mil Quilômetros
Entre os valorosos ginetes que representam nossa região estão campeiros de Alegrete, Quaraí, Uruguaiana e Barra do Quaraí – gente que carrega o orgulho gaúcho mais firme que nó de laço. ‘Participar desta cavalgada é honrar o que somos, lado a lado com nossos fiéis parceiros, os cavalos crioulos’, dizem eles, com aquele brilho no olhar que só quem ama o que faz consegue ter. E falando em feitos memoráveis, a comitiva conta com a presença de Zilmar Arregino, o Cavaleiro Monarca, um homem que já percorreu mais de 10 mil quilômetros em lombos de cavalos! Um feito tão grandioso que até o MTG parou pra reconhecer, fazendo homenagem a esse guardião das nossas tradições. É mais quilometragem que muito carro de passeio, tudo isso com tração de cascos e força de vontade!
Enquanto muitos de nós apenas observamos as tradições pela janela do tempo moderno, estes homens as vivem diariamente nesta jornada épica. A cavalgada da Chama Crioula não é apenas um evento do calendário tradicionalista – é um símbolo de resistência do povo gaúcho que, mesmo após as enchentes devastadoras, continua a manter viva a centelha da nossa identidade. Quando chegarem aqui na Fronteira Oeste, serão recebidos como o que verdadeiramente são: heróis que mantêm acesa não apenas uma chama, mas a própria alma do Rio Grande.
Compartilha esse causo com aquele amigo gaudério que diz que ninguém mais respeita as tradições! Mostra pra ele que enquanto tiver bagual disposto a cruzar o Estado inteiro por amor à tradição, o Rio Grande segue mais vivo que nunca!








