Chimarrão virou chá turco, mas o coração seguiu campeiro
Buenas, vivente! Se prepara pra um causo mais impressionante que potro em primeira doma! Um bando de alegretenses, desses de coração forte como o Minuano, pegou suas malas e se bandeou pra longe do pago, cruzando o oceano rumo à Turquia e Grécia. Mas tu sabe como é gaúcho, né? Pode tirar o vivente da querência, mas arrancar a querência do peito dele é tarefa pra nenhum cristão! E foi assim que nossa música, aquela que é quase um segundo hino do Rio Grande, o famoso Canto Alegretense dos Fagundes, acabou ecoando entre as pedras milenares da Capadócia, mais longe que boiada em tempo de tropeada.
A surpresa que fez até turco virar gaúcho por uma noite
Entre os viajantes tava a prenda Ivanety Aranguiz da Motta e o esposo, Dr. Dauro Motta, que não seguraram o tronco e se largaram na dança como potrilhos em campo aberto. ‘Durante a viagem, o guia que nos recebeu na Turquia ficou sabendo, porque a gente sempre falava no Canto Alegretense’, contou Ivanety, mais orgulhosa que mãe em formatura de filho. O guia, que acompanhou a turma desde a capital até a Capadócia, armou uma surpresa mais bonita que entardecer na fronteira quando chegaram na Caverna Harmadalio. Teve dança turca, teve dança árabe, e de repente… começou a soar aquela melodia que todo alegretense reconhece mesmo no meio do temporal! O Canto Alegretense estourou nas caixas de som e aí não teve mais quem segurasse os gaúchos de Alegrete. Se levantaram num pulo e tomaram conta do salão como enchente que pega campo baixo!
Quando o Baita Chão conquistou a Terra das Chaminés de Fada
O mais campeiro de tudo, tchê, foi ver que o restante do povo que tava no local, turcos e turistas de outros países, se bandearam junto pros braços da dança! Todo mundo rodopiando, unindo Oriente e Ocidente no compasso da nossa música. ‘É muita emoção saber que, do outro lado do mundo, entre a Europa e a Ásia, a gente pode ouvir as nossas raízes’, disse Ivanety, com os olhos mais aguados que campo em tempo de chuvarada. ‘Foi uma demonstração de amor à cultura gaúcha e brasileira’, completou a prenda. E assim segue a viagem desses bagunceiros de Alegrete, colecionando causos pra contar na roda de mate quando voltarem pro pago, em meio a paisagens mais antigas que pelego de avô e mais lindas que manhã de geada com sol.
E assim, meus caros, é que o Canto Alegretense, essa prosa em forma de música que saiu das cordas da viola dos Fagundes, provou mais uma vez que não existe fronteira que segure o orgulho gaúcho. Da beira do Ibirapuitã até as formações rochosas da Capadócia, nosso Baita Chão segue fazendo história e mostrando que Alegrete não é só um lugar no mapa, mas um sentimento que se carrega no peito, mesmo do outro lado do mundo.
Compartilha esse causo com aquele amigo gaudério que diz que a cultura gaúcha não é conhecida mundo afora! Mostra pra ele que nossa tradição campeira até na Turquia tá dando o que falar!









