Um tropeiro de histórias na estrada da vida
Buenas, vivente! Nosso pago amanheceu mais tristonho que galpão vazio em dia de chuva. Foi-se embora para os campos do céu um gaudério dos bons, o Oberdan Correa Cambraia, que aos 38 anos, trotou sua última jornada. Mais batalhador que cusco em dia de feira, o guri enfrentava desde o início de 2024 uma luta contra um câncer no intestino, provação que encarou de pala e bombacha, sem nunca arrear o poncho mesmo nos repechos mais difíceis da vida.
Do volante às memórias que ficam no coração
Como motorista de aplicativo, Oberdan cruzava as ruas de nossa terra levando não só passageiros, mas também aquela prosa boa, daquelas que encurtam caminho e alegram o dia. Era um vivente de sorriso fácil e jeito simples, desses que a gente encontra uma vez e já sente como se conhecesse de longas tropeadas. Manteve sempre a fé e a esperança firmes como estaca em banhado, mas acima de tudo, carregava no peito o amor pelos três filhos, a força que o fazia levantar cada manhã, mesmo quando o corpo já pedia descanso.
O legado que segue galopando entre nós
A família que fica para contar sua história é dessas de raiz forte: a mãe, Fabiana Correa, o pai, Fernando Cambraia – conhecido por seu trabalho como fiscal da Vigilância Sanitária – e o irmão que agora carrega a responsabilidade de manter viva a memória deste bagual. Mas são os três filhos que guardarão como relíquia mais preciosa que prata de bombacha o carinho e as lições do pai que partiu cedo demais. Como diz o ditado nas bandas do sul: ‘A vida é que nem mate amargo – não importa se é curta ou comprida, o que vale é o sabor que deixa’. E Oberdan, ah, esse deixou um sabor de gente boa, de pessoa querida.
O sepultamento do nosso conterrâneo será realizado longe do pago, no Cemitério João XXIII em Porto Alegre, em horário que a família ainda definirá. Para nossa comunidade alegretense, fica o exemplo de um homem que, mesmo jovem, viveu com a dignidade dos antigos, enfrentando as tempestades sem perder a ternura e deixando um rastro de luz por onde passou. São essas histórias de coragem silenciosa que tecem a trama forte do nosso povo gaúcho.
Compartilha essa história com aquele amigo que precisa lembrar que a vida, mesmo nos momentos difíceis, merece ser vivida com a coragem de um verdadeiro gaudério!
Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/o-adeus-precoce-de-oberdan-correa-cambraia-aos-38-anos/









