Da gurizada do Macedo para o fogão dos graúdos
Buenas, viventes! Lá das bandas da Cidade Alta e depois do Macedo, saiu um guri que hoje faz a gurizada de Alegrete se encher de orgulho. Ariel Borges, um legítimo filho desta terra, cresceu como qualquer piá da fronteira: correndo solto pelas ruas, dando seus piques no futebol e criando laços mais firmes que tronco de eucalipto. Mas bah, tchê! O guri que carregava o sotaque arrastado e o jeito hospitaleiro de nosso pago decidiu, há cerca de duas décadas, se bandear pra outras plagas, levando na mala aquela fibra que só quem nasceu neste baita chão carrega no sangue.
Do fardamento verde-oliva à dança das panelas
Antes de trocar o pampa pelo mar, o guri passou pela escola da disciplina: a 2ª Companhia Mecanizada do Exército Brasileiro. Mais aprumado que cavalo de desfile, foram dois anos que transformaram o vivente em homem de respeito. E foi carregando essa postura mais reta que estrada de São Gabriel que Ariel arribou em São José, Santa Catarina, onde descobriu que seu negócio era mesmo na cozinha. De aprendiz mais curioso que cusco em dia de feira, virou chefe respeitado, trocando o laço pela concha e conquistando seu espaço em hotelões de renome como o Oceania Park, o Slaviero Aquamar e até o disputado Jurerê Beach Village, lá nas bandas de Jurerê Internacional, onde só circula a flor da sociedade.
Do sonho à mesa dos figurões
O gaudério não se contentou em ser mais um na cozinha – queria deixar sua marca mais forte que o cheiro de churrasco em domingo de rodeio! Foi assim que o alegretense arregaçou as mangas e fundou a Cucina Bellagio, empresa que hoje é referência mais conhecida que bodega de esquina na gastronomia catarinense. Pilchado de chef e com o tempero da fronteira nas mãos, já preparou banquetes para figurões nacionais e gringos no Hard Rock Floripa. Mas como diz o ditado campeiro: ‘Quem nasce para potro não se contenta com cabresto’. E não é que o vivente ainda virou corredor de rua? Mais ligeiro que vento minuano, encontrou no esporte outro campo para mostrar a garra dos nascidos no berço do Baita Chão.
Na caminhada deste filho de Alegrete, que hoje tem a parceira Débora e os herdeiros Bernardo e Manuela como seu maior tesouro, vemos a prova de que o sangue alegretense corre forte mesmo longe das águas do Ibirapuitã. De guri simples a chef requisitado, Ariel Borges representa tantos conterrâneos que, mesmo longe do pampa, levam consigo aquele jeito único de nossa gente: trabalhador como formiga em tempo de colheita e determinado como tropa em dia de marcha. Uma história que enche de orgulho nossa cidade e mostra que, por mais longe que vá, o filho desta terra sempre carrega o tempero especial da fronteira.
Compartilha esse causo com aquele conterrâneo alegretense que tá longe do pago mas nunca esquece suas raízes! O guri pode ter virado chef, mas o coração segue campeiro!
Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/ariel-borges-de-alegrete-a-alta-gastronomia-em-santa-catarina/









