Home / Alegrete / GURI POETA de Alegrete BRILHA e se torna BICAMPEÃO do Ponche Verde da Canção!

GURI POETA de Alegrete BRILHA e se torna BICAMPEÃO do Ponche Verde da Canção!

Dos pampas de Alegrete para os palcos da tradição, o jovem Antônio Caminha conquista corações com versos mais afiados que faca de campeiro





Do barro à poesia: O Filho da Querência que Encanta

Mas bah, tchê! Quando o vento minuano sopra forte nas coxilhas de Alegrete, parece que traz consigo o dom da poesia. Foi assim com o guri Antônio Caminha, que mais uma vez deixou os viventes de queixo caído no festival Ponche Verde da Canção. Com a milonga ‘A Talha e o Terço’, obra mais bonita que entardecer no pampa, o jovem poeta não só arrebatou o primeiro lugar do certame de 2025, como também embolsou o troféu de Melhor Letra, mais valioso que ouro de garimpo. E não parou por aí! A prenda Maria Alice, com voz mais cristalina que água de vertente, interpretou os versos do alegretense e garantiu o prêmio de Melhor Intérprete, fechando uma tríade de vitórias que deixou a cidade em festa.

Tradição que corre no sangue: Uma família de artistas

O guri não é de hoje que campeia troféus por esses festivais. Em 2022, já tinha feito o pago vibrar quando conquistou o 1º lugar no mesmo Ponche Verde com a milonga-baião ‘Manancial’, parceria com o tio Marcello Caminha – mais conhecido nas rodas de violão que chimarrão em roda de amigos. No ano passado, voltou pro palco e fisgou um honroso 3º lugar com ‘O Encontro’, melodia de Luiz Cardoso, mostrando consistência mais firme que palanque em chão duro.

A parceria com o tio Marcello Caminha não é por acaso – o sangue artístico corre na família como água em sanga cheia. A melodia de ‘A Talha e o Terço’, com sua temática que entrelaça fé e lida campeira, carrega a assinatura familiar dos Caminha. E para completar o entrevero musical, o pai de Antônio, Diego Caminha, natural de Bagé mas alegretense de coração há quase 20 anos, mostrou que talento se herda: tocou contrabaixo na apresentação da obra vencedora, deixando claro que em matéria de música, essa família é mais unida que tropa em travessia de rio!

alegretetudo-img-20251116-wa0035-img-20251116-wa0035-scaled-1

Um caminho de glórias pela frente

Mas o guri não vai parar de trotear pelos palcos da música gaúcha! Depois desse triunfo mais festejado que churrasco em domingo de sol, Antônio já prepara as malas e afina as cordas para representar nossa Alegrete em festivais de renome. Vai marcar presença no Festival da Música Crioula, lá nas bandas de Santiago; vai mostrar o valor da fronteira oeste no tradicional Cante Uma Canção, em Vacaria; e – preste bem atenção nessa parte, tchê – vai pisar o palco da lendária Califórnia da Canção Nativa do RS, em Uruguaiana, que chega à sua 47ª edição mais forte que touro de rodeio.

Na Califórnia, o poeta já tem a carta na manga: apresentará ‘Nas Coisas que Eu Acredito’, mais uma parceria com o tio Marcello. Como diz o velho ditado campeiro: ‘Quem tem boa rima, tem chão para trotar’.

Em tempos onde muitos jovens se distanciam das tradições, o sucesso de Antônio Caminha é motivo de orgulho para toda Alegrete. Suas letras carregam a essência dos pampas, mantendo viva a chama da cultura gaúcha enquanto conquistam palcos e corações. Cada prêmio trazido para nossa querência é como um abraço na alma alegretense, reforçando nosso lugar no mapa cultural do Rio Grande do Sul. Como diz o povo da fronteira: enquanto houver poetas como ele, o espírito dos pampas jamais se apagará.

Compartilha esse causo com aquela prenda ou peão que tem orgulho da nossa cultura! Marca o amigo que diz que a gurizada não valoriza mais as tradições – essa notícia vai fazer ele tirar o chapéu!

Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/jovem-poeta-de-alegrete-e-bicampeao-do-ponche-verde-da-cancao/


Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *