Tropel de bota e espora no coração da cidade
Buenas, vivente! Quem passava pelo centro de Alegrete naquela tarde pensou que estava em pleno desfile do 20 de Setembro. Mas bah, tchê! Era a gurizada tradicionalista, mais orgulhosa que galo em terreiro novo, saindo em marcha do CTG Farroupilha rumo ao calçadão da Gaspar Martins. A caminhada, que aconteceu logo após um seminário sobre o fortalecimento da cultura gaúcha, reuniu prendas de vestido rodado e peões pilchados de todas as idades, colorindo as ruas da cidade com as cores da nossa bandeira e o orgulho estampado no semblante de cada participante.
Quando a tradição vira aula a céu aberto
O evento, mais animado que baile de CTG em final de rodeio, contou com a presença marcante do coordenador dos Festejos, vereador Cléo Trindade, que campeou junto com a gurizada como quem conduz uma tropa de primeira. Os alunos dos polos educacionais rurais também se bandearam para a cidade e participaram do ato, mostrando que a tradição corre nas veias tanto do homem do campo quanto do citadino. ‘Ver essa gurizada pilchada, orgulhosa das suas raízes, é como tomar um mate amargo em manhã de geada – renova a alma!’, comentou um dos participantes enquanto ajeitava o lenço vermelho no pescoço.
O futuro da tradição em boas mãos
O objetivo da caminhada, mais claro que água de vertente, foi reforçar a vivência e o respeito aos costumes da nossa querência. Em Alegrete, onde a cultura gaúcha é cultivada com a mesma dedicação que se cuida de um bom cavalo crioulo, CTGs, piquetes, DTGs e escolas fazem um trabalho mais valoroso que prata de bombacha nova. Não é à toa que os Festejos Farroupilha do nosso município são reconhecidos como um dos maiores eventos tradicionalistas da Metade Sul, atraindo gaudérios de toda parte. Como diz o velho ditado campeiro: ‘Quem não preserva as raízes, perde o direito de colher os frutos’.
A caminhada dos jovens tradicionalistas pelas ruas de Alegrete não foi apenas um desfile de pilchas e bota-e-esporas, mas um verdadeiro manifesto cultural que ecoa pelo pampa. Enquanto em outros rincões as tradições se perdem na poeira do tempo, aqui na terra do Negrinho do Pastoreio, a chama da cultura gaúcha permanece acesa como fogo de galpão em noite de inverno. Este evento mostra que, para nossa comunidade alegretense, ser gaúcho não é apenas um título, mas uma forma de vida que passa de geração em geração, como um lenço de seda herdado do avô.
Compartilha esse causo com aquele amigo que vive dizendo que a gurizada de hoje não dá valor pras tradições! Mostra pra ele que aqui em Alegrete o chimarrão segue circulando de mão em mão!








