Do fogo da querela ao tribunal dos viventes
Buenas, minha gente! Lá pras bandas do nosso querido Alegrete, um causo que pegou mais fogo que braseiro em dia de churrasco chegou ao seu desfecho. No dia 22 de janeiro de 2025, quando o sol castigava mais que promessa de político em campanha, um vivente foi acusado de botar fogo na casa da própria esposa, num entrevero que deixou a comunidade boquiaberta. O caso, que se espalhou mais ligeiro que notícia de festa campeira, finalmente teve sua resolução no tribunal dos homens da lei.
Mais enredado que laço em espinilho
A acusação, firme como esteio de galpão, sustentava que o homem teria ateado fogo na morada da prenda com a intenção de mandar a coitada pras querências do além. Mas a defesa, astuta como raposa velha, apresentou argumentos que fizeram o Conselho de Sentença mudar o rumo dessa prosa. O vivente, que estava mais apertado que bombacha nova, viu o caso ganhar novos contornos quando o Conselho acolheu a tese de que o ocorrido não configurava tentativa de homicídio. A narrativa, antes mais clara que água de vertente, ficou embaçada como manhã de cerração.
A justiça tropeia, mas não cai do cavalo
E foi aí, tchê, que o juiz Rafael Echevarria Borba, um baita de um magistrado que preside o tribunal com a firmeza de um ginete em cavalo xucro, passou a analisar os crimes de incêndio e dano qualificado. Mas como diz o ditado campeiro: ‘Não adianta ter rebenque bonito se o cavalo não anda’. Sem o exame de corpo de delito, faltava a prova material, aquela que é mais necessária num julgamento do que espora pra domador. ‘O crime de dano qualificado exige a comprovação da materialidade delitiva’, destacou o juiz, mais certeiro que boleadeira em mãos de campeiro velho. E assim, como nuvem que passa sem deixar chuva, as acusações se dissiparam e o réu foi absolvido, com direito a alvará de soltura mais esperado que água em tempo de seca.
Nessa querência alegretense, onde a justiça caminha no ritmo do minuano, mais um causo mostra que a lei, assim como o chimarrão, precisa de seus elementos certos para funcionar. A falta do exame de corpo de delito pesou mais na balança da justiça que carga em lombo de burro cansado. E assim, a comunidade testemunha que, mesmo quando o fogo da acusação queima forte, a verdade, como brasa de fogo de chão, sempre encontra seu caminho para iluminar.
Compartilha esse causo com aquele amigo que vive discutindo sobre justiça na roda de mate! A lei, como o pago, tem suas próprias regras!
Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/alegrete-homem-acusado-de-incendiar-a-casa-da-esposa-e-inocentado/









