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IRMÃ FAZ APELO EMOCIONANTE: TRANSLADO DE ALEGRETENSE APÓS TRAGÉDIA

Mas bah, tchê! Tragédia abala Alegrete enquanto família busca trazer André de volta ao nosso pago.





O CHAMADO DA DISTÂNCIA

Mas bah! Era uma noite de sexta-feira, dia 25 de julho, que a lua decidiu se esconder pra não testemunhar tamanha tragédia. Pelas bandas de Rondônia, na escura Avenida Porto Velho, o destino traçava uma linha amarga para André, um vivente bondoso, lá das terras de Torres, mas de alma cravada cá em Alegrete. André, sempre com um sorriso pronto e mãos talentosas vendendo brincos, pulseirinhas e o alfabeto de Libras, encontrou-se com o destino embalado na velocidade de uma moto Honda Fan 160, pilotada por um guri imprudente de 16 anos. O encontrão foi mais duro que cunha em tronco de guajuvira, e o nosso querido vivente não resistiu. O sol, que nunca falta, perdeu-se em meio à dor vivida por sua única irmã, a prenda Michelle.

UM GRITO DE AJUDA

Michelle, mais forte que palanque em banhado, tenta, com voz embargada por tristeza mas firmeza no coração, campear auxílio. A necessidade de trazer o corpo de André para ser velado entre os seus, onde a história da sua vida tomou forma, é um apelo. “Estou sem chão”, desabafa ela, numa emoção que se espalha que nem minuano em tarde de inverno, ao lembrar do irmão que era um exemplo de vida, lutando, mesmo com a surdez, pra trazer cor e significado por onde passava.

SOLIDARIEDADE GAÚCHA

Com o bolso vazio, mas o coração ardendo de vontade de cumprir o último desejo de ver André descansar no pago amado, Michelle expõe a situação: são R$ 20 mil necessários para o translado desde a longínqua Rondônia até o chão que ele tanto amava. “Ele merece volver para casa”, repete ela, enquanto tenta juntar os mil réis com ajuda de quem puder. Orgulho e saudade caminham lado a lado nesse compasso, enquanto Michelle conta com a alma solidária dos gaúchos para dar um adeus digno ao irmão mais valente que galo em combate. Quem puder ajudar esse coração apertado, qualquer contribuição é bem-vinda, mandando um Pix com endereço da esperança: [email protected].

No final das contas, vivente, a história de André nos lembra da finitude e das conexões que criamos na jornada. Mais que rios ou serras, as distâncias grandes são as do coração. Um apelo pra trazer de volta alguém que, mesmo de passagem, deixou marcas mais profundas que sulco de arado em solo bem firme. Que a solidariedade campeira possa nos unir nesse momento para que André possa encerrar sua caminhada entre os que ama.

Compartilha esse causo com aquele amigo gaudério que entende a força da família e da solidariedade!

Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/irma-de-alegretense-morto-atropelado-em-rondonia-faz-apelo-para-custear-translado-do-corpo/


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