Decisão que sacudiu o plenário
Mas bah, tchê! O tribunal do júri de Alegrete virou cenário de uma reviravolta mais inesperada que potro xucro em dia de doma. Na manhã desta semana, quando o sol nem bem tinha esquentado o lombo, a sessão que julgaria os tios do pequeno Márcio dos Anjos, de apenas 1 ano e 11 meses, acabou sendo dissolvida pelo magistrado depois de horas de trabalho. O motivo? A plenitude de defesa – princípio mais sagrado na justiça que o respeito à tradição em CTG – não teria sido garantida aos acusados, comprometendo todo o andamento do processo mais esperado que chuva em janeiro.
O dia em que o júri virou de ponta-cabeça
O julgamento começou cedinho, às 9 horas, e seguiu firme como tropa em marcha até a parte da tarde. Os presentes acompanharam atentos a oitiva do perito, o depoimento de seis testemunhas e os interrogatórios dos réus – tudo mais detalhado que bordado de prenda caprichosa. O promotor, representando o Ministério Público, pediu a condenação dos acusados por homicídio qualificado majorado na forma comissiva por omissão e maus-tratos majorado – acusações mais pesadas que carreta em estrada de chão. Mas quando chegou a vez da defesa, eis que o juiz percebeu: os argumentos apresentados estavam mais fracos que taquara rachada, especialmente considerando que uma das rés apontava responsabilidade para o outro acusado. Era como tentar apartar briga de gado com reio curto – não tinha como funcionar direito.
A justiça que precisa ser refeita
Diante do impasse mais complicado que laço em dia de vento, o juiz bateu o martelo: conselho de sentença dissolvido e julgamento anulado! Os dois réus terão que constituir novos advogados antes que uma nova data seja marcada. Vale lembrar que o pequeno Márcio, que nos deixou em 17 de agosto de 2020 devido a hemorragia subdural e edema cerebral, já teve o pai condenado pelo mesmo tribunal em outubro de 2024. Luís Fabiano Quinteiro Jaques, que trabalhava em propriedade rural, pegou uma pena de 44 anos, 10 meses e 20 dias em regime fechado – tempo suficiente para repensar atos mais cruéis que inverno na fronteira. Segundo apurado, os tios, que deveriam zelar pelo guri quando o pai saía para trabalhar, se omitiram mesmo tendo o dever de proteger a criança. O menino foi agredido na noite de 13 de agosto, apresentou lesões graves e só foi levado ao hospital no dia 16, já em estado crítico, falecendo no dia seguinte. Como diz o ditado campeiro: ‘Quem não ampara gurizinho nem merece olhar pro céu.’
Este caso triste que abalou nossa Alegrete mostra que a justiça, mesmo quando parece demorar mais que promessa de político, não deixa de seguir seu curso. O adiamento do julgamento dos tios, embora frustre quem esperava um desfecho, reforça o compromisso com um processo justo. Enquanto isso, nossa comunidade segue de luto pelo pequeno Márcio, anjo que partiu cedo demais, lembrando a todos nós da responsabilidade que temos com nossas crianças – o maior tesouro do nosso pago.
Compartilha esse causo com aquele amigo que trabalha com direito ou que sempre defende a proteção das nossas crianças! A gurizada de Alegrete merece viventes atentos!








